Presidente Lula abre 10% de Flávio Bolsonaro no 1º turno e vence em todos os cenários no 2º, aponta BTG/Nexus
Por Brasil 247 Segunda-Feira, 10 de Agosto de 2026
O presidente Lula (PT) mantém a liderança na corrida eleitoral para a Presidência da República nas eleições de 2026, despontando à frente no levantamento espontâneo, no primeiro turno estimulado e vencendo todos os adversários em eventuais cenários de segundo turno, informa a 9ª rodada da pesquisa BTG Pactual/Nexus.
No levantamento espontâneo — momento em que a lista de concorrentes não é apresentada aos entrevistados —, Lula aparece isolado na primeira posição com 29% das intenções de voto. Em segundo lugar surge Flávio Bolsonaro (PL), registrando 19%. Na sequência aparecem o ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), com 3%, Renan Santos (Missão) com 2%, e o ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), com 1%. Outros nomes somam 3%, ao passo que 7% declararam voto branco, nulo ou em nenhum, e 36% preferiram não responder ou não souberam opinar.

Cenário estimulado de primeiro turno
Na disputa estimulada de primeiro turno, onde a cartela de postulantes é exibida aos eleitores, o presidente Lula alcança 40% das intenções de voto, abrindo uma diferença de cinco pontos percentuais em relação a Flávio Bolsonaro, que soma 35%.
Caiado aparece em terceiro lugar com 5%, sendo seguido por Renan Santos (4%), Romeu Zema (3%) e Samara Martins, da UP, (2%). Os pré-candidatos Augusto Cury (Avante) e Cabo Daciolo (Mobiliza) pontuam com 1% cada. Já os postulantes Rui Costa Pimenta (PCO), Hertz Dias (PSTU), Heró Bezerra (PRTB), Edmilson Costa (PCB) e Wilson Grassi Júnior (PV) não pontuaram (0%). Votos brancos, nulos ou em nenhum somam 5%, enquanto os indecisos (não souberam ou não responderam) representam 3%.
A pesquisa demonstra a elevada cristalização e fidelidade do eleitorado em relação ao atual chefe do Executivo. Entre os eleitores que declaram voto em Lula na simulação de primeiro turno, 83% garantem que a decisão já está tomada e não mudará até o pleito, contra apenas 17% que afirmam que ainda podem alterar a escolha. No grupo de eleitores de Flávio Bolsonaro, a taxa de convicção atinge 80%. No conjunto total da amostra, 74% dos entrevistados já definiram a sua opção de forma convicta.
Segundo turno
Nas simulações de confronto direto de segundo turno, o presidente Lula registra vitória contra todos os concorrentes testados pelo instituto Nexus:
- Lula x Flávio Bolsonaro: Lula lidera com 47% das intenções de voto frente a 44% de Flávio Bolsonaro. Brancos e nulos somam 8%, e indecisos registram 1%.
- Lula x Ronaldo Caiado: Lula vence pelo placar de 46% a 42%, com 9% de brancos/nulos e 2% de indecisos.
- Lula x Romeu Zema: Lula marca 47% contra 40% de Zema, com 11% de brancos/nulos e 2% de indecisos.
- Lula x Renan Santos: Lula atinge 46% ante 37% de Renan Santos, acumulando 14% de brancos/nulos e 3% de indecisos.
Ao verificar a migração de votos para o segundo turno no cenário contra Flávio Bolsonaro, observa-se que Lula capta 28% dos votos de Samara Martins, 22% dos eleitores de Augusto Cury, 15% das escolhas de Renan Santos e Ronaldo Caiado, e 38% das declarações destinadas a Cabo Daciolo.
Perfil demográfico, social e regional
O favoritismo de Lula é ancorado por amplo respaldo em importantes extratos demográficos e regionais do país.
No recorte por gênero, o presidente amplia a vantagem no eleitorado feminino, somando 43% no primeiro turno (ante 30% de Flávio Bolsonaro) e chegando a 51% no segundo turno (contra 39% do rival). Entre o eleitorado masculino, Flávio tem 42% no primeiro turno contra 37% de Lula.
Considerando a faixa etária e o grau de escolaridade, a liderança de Lula sobressai entre os eleitores com 60 anos ou mais (49% no primeiro turno e 55% no segundo turno) e entre aqueles com ensino fundamental completo ou incompleto (49% no primeiro turno e 57% no segundo turno contra Flávio Bolsonaro).
No recorte econômico, a intenção de voto no presidente cresce significativamente nas faixas de menor renda. Entre os cidadãos com renda familiar de até um salário mínimo, Lula chega a 50% no primeiro turno e 60% no segundo turno. No grupo de beneficiários do programa Bolsa Família, o presidente computa 58% das preferências no primeiro turno e ascende para 66% na disputa direta contra Flávio Bolsonaro (que soma 27% no segmento).
Geograficamente, a região Nordeste segue como a principal base eleitoral de Lula, onde atinge 53% das intenções no primeiro turno e 59% no segundo turno. O presidente também lidera no conjunto das capitais brasileiras, somando 48% no primeiro turno e 55% no segundo turno contra o candidato do PL.
No tocante à religião, Lula tem 44% das intenções de voto no primeiro turno entre os católicos, 45% entre praticantes de outras religiões e 53% entre os eleitores que se declaram sem religião. Flávio Bolsonaro lidera no eleitorado evangélico, com 47% no primeiro turno.
Potencial eleitoral e rejeição
O estudo mapeou o potencial de voto e os índices de rejeição dos pré-candidatos. O presidente Lula acumula um potencial total de voto de 47% (sendo 34% de eleitores que cravam ser o “único em quem votaria” e 13% que “poderiam votar nele”), apresentando rejeição de 48% (“não votaria nele de jeito nenhum”).
Por sua vez, Flávio Bolsonaro registra 27% de eleitores convictos (“único em quem votaria”) e 20% de potenciais eleitores, totalizando 47% de potencial de voto, enquanto sua taxa de rejeição atinge 50%. Ronaldo Caiado é rejeitado por 37% e desconhecido por 29%; Romeu Zema possui 31% de rejeição e 31% de desconhecimento; e Renan Santos apresenta 29% de rejeição, sendo desconhecido por 46% dos ouvidos.
O levantamento quantitativo foi conduzido pela Nexus através de entrevistas telefônicas assistidas por computador (CATI) entre os dias 7 e 9 de agosto de 2026. Foram ouvidos 2.001 eleitores de 16 anos ou mais nas 27 unidades da Federação. A margem de erro máxima é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%. A pesquisa está devidamente registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-08428/2026, com responsabilidade estatística de Neale El-Dash (CONRE 8656-A) e coordenação técnica de Marcelo Tokarski (CEO) e André Jácomo (Diretor de Pesquisa).