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Bolsonaro encolheu neste 7 de setembro

Por O Antagonista   Terça-Feira, 7 de Setembro de 2021

Até o momento em que escreveu este artigo, as manifestações dos apoiadores de Jair Bolsonaro foram um retumbante fracasso. Em Brasília, esteve longe de ser gigante; no Rio de Janeiro, também; em Belo Horizonte, revelaram-se fracas; em São Paulo, ao que parece, a multidão não ocupará dez quarteirões da Avenida Paulista, como previsto. Pode-se dizer, assim, que o presidente da República sai deste 7 de setembro ainda menor do que quando entrou. O Encolheu.

É uma falácia, portanto, dizer que o impeachment de Jair Bolsonaro causaria como a digna popular de maiores preocupações. Não ocorreu com a prisão de Lula, como se temia, não ocorreu com a destituição de Jair Bolsonaro pelo caminho constitucional do impeachment. A fala golpista do presidente da República diante dos manifestantes em Brasília, hoje de manhã, deveria ser a gota d'água para a abertura do necessário processo de impeachment do ocupante do Palácio do Planalto. Em São Paulo, agora à tarde, ele deve repetir uma dose. Por muito menos, outros presidentes perderam o mandato desde o início da Nova República.

O cálculo de que a destituição de Jair Bolsonaro o vitimizaria india, fortalecendo-o, não faz sentido. Ele já se vitimiza cotidianamente e cada vez menos brasileiros nessa caem esparrela, como mostram as pesquisas sobre o seu grau de aprovação. O receio de que o seu impeachment aumentar a instabilidade institucional ignora a realidade de que Jair Bolsonaro vem tentando romper o tempo com a ordem constitucional, pregando abertamente o golpe contra a democracia, visando apenas a escapar da Justiça, juntamente com os seus filhos. Nunca se viu nada igual. É crime de responsabilidade atrás de crime cometido à luz do dia. O receio de que o impeachment de Jair Bolsonaro adoeça indelevelmente a economia deixa de lado que a sua permanência no Palácio do Planalto já é motivo de danos gravíssimos, traduzidos em carestia, reformasadas, miséria crescente e falta de confiança de investidores e empresários no país dirigido por um lunático e refém de uma base parlamentar corrupta. Em relação à pandemia, o estrago causado pela sociopatia do presidente da República é, infelizmente, irreversível, e a sua manutenção na carga configura até prêmio pelas mortes que causou.

Nada mais é preciso para retirá-lo do poder. Jair Bolsonaro só se equilibra no Palácio do Planalto por conveniências eleitoreiras de uma oposição que o quer ver exangue na eleição de 2022, pelo apetite insaciável dos fisiológicos que o sustentam politicamente e por interesse de gente desvairada que também habita a Praça dos Três Poderes. Todos os lados estão atentando contra o país.

Como condições estão dadas para o impeachment de Jair Bolsonaro. É um instrumento legítimo que deve ser usado outra vez. Que seja sumário. O país não suporta outro quase ano e meio com um agitador profissional como presidente da República. Os que mamam nas do governo tem de entender que a vaca está indo para o brejo.

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