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Vereador de Patos é censurado pelo Facebook após divulgar conteúdo falso sobre atriz

Por Redação 40 Graus com Polemica Patos   Sábado, 10 de Julho de 2021

O vereador Josmá Oliveira (Patriota), afeito a polêmicas desnecessárias e infundadas, é o centro de mais uma nesta semana. Ele foi censurado pelo Facebook por postar notícia inverídica, no linguajar atualizado, Fake News das brabas.

Para atacar a atriz Maria Flor, artista que vem usando seu alcance social e popularidade para fazer críticas ao atual presidente da república, o vereador patoense publicou em sua conta no Facebook que a produtora da atriz havia recebido mais de Dez Milhões de Reais dos cofres públicos entre os anos de 2.013 e 2,018.

Como a informação é mentirosa e as empresas de redes sociais vem em uma ampla campanha para combater as chamadas “Fakes News”, o conteúdo do vereador foi identificado como FALSO e uma mensagem foi exibida. Sobre a postagem do parlamentar está a seguinte mensagem: “Informação falsa. As mesmas informações foram conferidas por verificadores de fatos independentes em outra publicação”.

Josma (1)

A postagem do vereador Josmá vinha circulando em grupos de whatsapp e os internautas fazem observações diversas sobre o comportamento do parlamentar que adotou uma postura igual ao do presidente Bolsonaro que vem sendo alertado diante da divulgação de conteúdos mentirosos e que confundem os cidadãos mais desinformados.

O Portal 40 Graus fez a busca pela informação e verificou que realmente se trata de uma Fake News conforme informa o site Checamos.

checamos 2

É falso que produtora da atriz Maria Flor recebeu R$ 10,4 milhões do governo federal

Por Priscila Pacheco

9 de julho de 2021, 13h38

Não é verdade que a Fina Flor, produtora da qual a atriz Maria Flor é sócia, recebeu R$ 10,4 milhões do governo federal entre 2013 e 2018, como alegam posts nas redes sociais (veja aqui). Os projetos culturais da empresa captaram R$ 4,8 milhões por meio da Lei do Audiovisual, de editais do FSA (Fundo Setorial do Audiovisual) e de patrocínio da Caixa Econômica Federal.

As peças de desinformação reuniam ao menos 2.632 compartilhamentos no Facebook nesta sexta-feira (9) e foram marcadas com o selo FALSO na ferramenta de verificação da rede social (entenda como funciona).

 


Entre 2013/2018 - Fina Flor Produções, da Maria Flor, recebeu R$10.476.871,00. Com o governo Bolsonaro a empresa recebeu R$0,00 de dinheiro público

 

Postagens nas redes sociais enganam ao afirmar que a Fina Flor, produtora da qual a atriz Maria Flor é sócia, teria recebido R$ 10,4 milhões em recursos federais entre 2013 e 2018. Na verdade, a empresa captou um valor total de R$ 4,8 milhões para seis projetos: R$ 724 mil por meio da Lei do Audiovisual, R$ 4 milhões em editais do FSA (Fundo Setorial do Audiovisual) e R$ 148 mil em um patrocínio da Caixa Econômica Federal.

Segundo dados da Ancine (Agência Nacional do Cinema) a arrecadação pela Lei do Audiovisual, no mecanismo que prevê transferência de recursos por dedução do Imposto de Renda, foi para trabalhos aprovados em 2014, 2016 e 2017. Entre as obras, estão a série "MMA em Família", o filme "Ensaio" e um documentário sobre o jornalista Samuel Wainer, que está com o processo de captação aberto até o fim de 2021.

Já os editais de financiamento do FSA se referem aos projetos "Inclassificáveis" e "Ano que vem". O “Inclassificáveis” teve R$ 100 mil aprovados em 2017. Já o filme “Ano Que Vem” teve duas quantias aprovadas, em 2015 (R$ 100 mil) e em 2018 (R$ 3,8 milhões). O valor mais alto foi financiado pelo BRDE (Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul) e liberado somente em janeiro de 2021.

Além de trabalhos audiovisuais, em 2014 a Fina Flor conseguiu um patrocínio de R$ 148 mil da Caixa para produzir a exposição “Assíntotas”.

Outras cinco iniciativas da produtora não obtiveram recursos. Maria Flor também é sócia da “A L’aventura produções”, mas não foram encontrados projetos da instituição. Como pessoa física, Maria Flor teve uma peça de teatro aprovada em 2009 pela Lei Rouanet, mas não conseguiu captar a verba.

Questionada por Aos Fatos sobre os motivos pelos quais não foram obtidos recursos de editais em 2019 e 2020, a produtora Fina Flor afirmou que inscreveu apenas um projeto no âmbito da Lei Aldir Blanc, que não foi contemplado. Além disso, segundo a empresa, a pandemia e a demora na liberação dos valores relativos ao filme “Ano Que Vem”, que só foram obtidos depois de uma ação judicial, levaram a produtora a readaptar o projeto.

Referências:

1. Fina Flor Filmes
2. Site do Planalto
3. Ancine (Fontes 12345 e 6)
4. Diário Oficial da União (Fontes 1 e 2)
5. BRDE (Fontes 1 e 2)
6. Versalic
7. CruzaGrafos
8. Site Governo Federal

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Publicado em Sexta-Feira, 1 de Maio de 2026
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