PSB de João Azevêdo é esvaziado; Aguinaldo e Hugo Motta dividem espólio
Por João Paulo Medeiros - JP Online Domingo, 5 de Abril de 2026
O PSB paraibano está terminando o fim do prazo da janela partidária de forma melancólica. Nos últimos dias, perdeu quase todos os seus pré-candidatos a deputado estadual e federal para outras legendas, em especial dois 'aliados': o Republicanos de Hugo Motta e o Progressistas de Aguinaldo Ribeiro.
Nada surpreendente, considerando a falta de articulação política e as queixas exaustivas feitas pelos membros nos últimos meses, na direção do ex-governador João Azevêdo - presidente estadual do partido.
Na Assembleia os socialistas sobraram, até agora, somente com Chico Mendes.
Perderam João Gonçalves, Tanilson Soares e Júnior Araújo para o partido de Aguinaldo; Tião Gomes para o Republicanos e Hervázio Bezerra para o MDB. E na Câmara Federal Gervásio Maia deixou a legenda e embarcou no PC do B.
Além disso, também recebeu um 'xauzinho' de dois ex-auxiliares de João: Pollyanna Werton e Ricardo Barbosa, que aceitaram o convite de Aguinaldo e foram para o Progressistas. E também do ex-prefeito de São Bento, Jarques Lúcio, e do presidente da Famup, George Coelho, que migraram para o Republicanos.
Há nessa conta ainda o médico Jhony Bezerra, que também era pré-candidato pela legenda e hoje está no PSD.
No PSB paraibano restam como pré-candidatos, até onde se sabe (8h deste domingo), o deputado Chico Mendes, o ex-secretário Tibério Limeira, Lídia Moura e o ex-prefeito de Sousa, Fábio Tyrone - que ainda luta para derrubar decisões que o tornaram inelegível.
O partido que até dias atrás tinha a caneta do governador foi esvaziado dentro da própria base governista. E agora tem o seu espólio repartido entre Aguinaldo e Hugo Motta.
Presidente estadual do PSB, João Azevêdo certamente não manterá os mesmos arroubos que vinha tendo quando questionado pela imprensa sobre as nominatas de seu partido.
Aliás, com a debandada na chapa proporcional, ele precisará ficar atento para não ser surpreendido, mais na frente, com novos esvaziamentos... dessa vez, quem sabe, de sua própria candidatura ao Senado.