Dois assassinatos registrados em Patos essa semana tiveram características de execução
Por Vicente Conserva - 40 Graus Domingo, 21 de Abril de 2024
Dois dos oito assassinatos registrados na semana passada na cidade de Patos tem características claras de crime de execução. E os dois aconteceram a poucas horas um do outro.
Na noite da última quarta-feira (17), por volta das 19h, José Mirosmar Silva de Oliveira, de 20 anos, foi assassinado no Bairro Sete Casas com vários disparos de arma de fogo.
Testemunhas contaram que dois homens armados já chegaram ao local conhecido por Cangote do Urubu, Zona Leste da cidade, abrindo fogo contra o jovem.

Moradores disseram que José Mirosmar estava armado, mas teve tempo hábil de sacar o revólver, pois seus assassinos foram mais rápidos e efetuaram pelo menos de 20 disparos contra ele. A polícia não informou, porém, quantos tiros deflagrados provavelmente de pistolas lhe atingiram.

Os tiros atingiram o tórax, cabeça e outras regiões do corpo tendo Mirosmar morrido no local.
Mas quando peritos da Polícia Científica fizeram os primeiros levantamentos no local, encontraram pelo menos 24 projeteis no chão (como mostram as plaquinhas), o que leva a crer que os algozes foram mesmo ao local na intenção de executar a vítima.

A Polícia Civil ainda não divulgou qual seria a linha de investigação para o crime.
José Mirosmar Silva de Oliveira completou 20 anos no último sábado, dia 13 de abril, segundo informou pessoas que estavam no local, sendo um jovem bastante conhecido na localidade.

Ao enxergarem a cena de banho de sangue, familiares entraram em desespero ao presenciar o corpo que ficou estendido em via pública.
Longe dali, mais precisamente na Zona Sul da cidade, menos de 24h depois, um homem identificado por Luiz Carneiro dos Santos Filho, mais conhecido como "Luizinho" ou Gia Preta, 60 anos, foi alvejado por muitos tiros na frente de sua residência, por volta das 20h da quinta-feira, na Rua Santina Ferreira de Lucena, no bairro Jatobá próximo ao antigo Vapor.
Dois homens armados chegaram ao local em uma motocicleta, desceram do veículo e chamaram a vítima pelo nome em sua residência. No momento em que Gia Preta saiu, foi atingido por seis ou sete disparos à queima-roupa na região do tórax.
Gia Preta que havia sido vigia da UFCG, foi socorrido para o Complexo Hospitalar Regional de Patos, mas não resistiu aos ferimentos e faleceu minutos depois de dar entrada na unidade.

O caso agora segue sendo investigado pela Delegacia de Homicídios e Entorpecentes (DHE) de Patos.
Segundo o delegado da DHE, Edson Pedroza, a polícia não tem ainda uma linha única de investigação e familiares relataram que ele já havia sido alvo de um atentado no passado quando teve seu veículo alvejado a bala.
A vítima era bastante conhecida na cidade e trabalhou por muitos anos como vigilante no Campus da UFCG de Patos.
Os dois crimes têm características de execução já que o modus operandi e a quantidade de disparos direcionados às vítimas revelam que os assassinos tinham um só objetivo: eliminá-los como forma de vingança ou queima de arquivo.