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Organização criminosa em Patos conseguiu emitir cerca de 45 mil cartões de crédito falsos em dois meses

Por Vicente Conserva - 40 graus com G1   Quarta-Feira, 1 de Abril de 2026

A Operação Phantom, deflagrada nesta terça-feira (31) pela Polícia Civil da Paraíba deflagrou, pode ter desarticulado uma grande organização criminosa investigada por fraudes eletrônicas contra instituições financeiras e com ramificações diversas que ainda estão sendo apuradas.

A ação resultou na prisão de quatro pessoas, entre elas, um homem, suspeito de atuar como líder do grupo, que operava a partir de Patos, no Sertão da Paraíba.

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A ação, nomeada de "Operação Phantom", contou com o apoio da Polícia Civil do Ceará, já que parte da organização criminosa atuava naquele estado. Um dos integrantes foi preso no município de Cascavel. Segundo a Polícia Civil, esse núcleo era responsável por obter e vazar dados de clientes de uma instituição financeira para o grupo que agia na Paraíba.

A partir dessas informações, os criminosos que atuavam em Patos emitiam cartões de crédito em nome das vítimas, sem que elas soubessem. Em um levantamento feito pela Polícia Civil, foi constatado que, em apenas dois meses, a organização criminosa conseguiu emitir cerca de 45 mil cartões de crédito.

O delegado Diego Passos, da Polícia Civil em Patos, explicou que o grupo simulava transações falsas para retirar valores de instituições financeiras.

“A organização criminosa vinha simulando transações falsas com a intenção de subtrair valores patrimoniais. O hacker, programador dos ataques e líder da organização criminosa era de Patos, enquanto outras pessoas eram responsáveis pela lavagem de capitais e um tripeiro, responsável por vazar dados de pessoas, foi preso no Ceará”, disse.

No total, foram cumpridos quatro mandados de prisão preventiva, sendo três em Patos e um em Cascavel. Também foram realizados 14 mandados de busca e apreensão, sendo sete em Fortaleza, um em Cascavel e seis em Patos. Durante as diligências, a polícia apreendeu celulares, tablets e computadores.

De acordo com a investigação, o líder da organização, um jovem de 24 anos identificado pelas iniciais F.S., foi preso no bairro Novo Horizonte, no loteamento Luar de Angelita. Era dele a função considerada estratégica dentro do esquema com a programação dos ataques cibernéticos que tinham como alvo instituições financeiras.

Outras duas prisões ocorreram no bairro do Jatobá, também em Patos. Pai e filho, de 45 e 24 anos, são apontados como integrantes da organização. O filho é professor de educação física em Patos e o pai é vigilante de uma garagem de ônibus.

A quarta prisão foi realizada no município de Cascavel, no Ceará, onde parte da operação criminosa também era executada.

Além disso, houve o sequestro de um veículo avaliado em aproximadamente R$ 300 mil, e a imposição de restrição de alienação sobre um imóvel localizado em Patos.

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As investigações também identificaram uma rede de lavagem de capitais ligada à organização, com atuação na Paraíba e no Ceará. Segundo a Polícia Civil, a Operação Phantom continua para identificar outros possíveis integrantes do grupo.

Atuação e modus operandi

As apurações mostram que o grupo utilizava um método conhecido como “violência cognitiva”, uma forma de manipulação psicológica para induzir vítimas a fornecer dados ou autorizar transações, facilitando os furtos eletrônicos. Enquanto o núcleo técnico operava a partir de Patos, integrantes no Ceará eram responsáveis pelo vazamento de informações pessoais, prática chamada de “tripeiro” no meio criminoso.

Mas é fora do ambiente virtual que a investigação revela um dos pontos sensíveis que podem fazer parte do esquema.

A polícia identificou a existência de uma rede de lavagem de dinheiro ligada ao grupo, com ramificações nos dois estados. Em Patos, uma loja localizada na Rua Felizardo Leite, no Centro da cidade, provavelmente era mantida com os valores ilícitos obtidos pela organização criminosa.

A Operação Phantom, coordenada pelo delegado Diego Passos, segue em andamento. A Polícia Civil da Paraíba trabalha agora para identificar outros envolvidos e detalhar o alcance financeiro do esquema.

Uma segunda fase da operação deverá esclarecer e trazer mais detalhes.

 

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