Polícia Federal informou a Mendonça que não havia provas contra Lulinha, mas informação foi mantida em sigilo
Por Redação 40 Graus Segunda-Feira, 14 de Setembro de 2026
Um relatório de inteligência da Polícia Federal aponta que o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), foi informado de que não havia provas ligando Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, às fraudes envolvendo descontos associativos no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Segundo o documento, mesmo após receber a informação, o conteúdo não teria sido tornado público e permaneceu sob sigilo.
A atuação do ministro é questionada no relatório porque a própria análise da inteligência da PF indicava que Lulinha não era investigado naquele procedimento específico, não aparecia entre os alvos de medidas e não havia elementos que apontassem sua participação direta nas fraudes.
O documento, ao qual a CNN teve acesso, levanta ainda a possibilidade de que Mendonça tenha adotado critérios diferentes em casos envolvendo pessoas de espectros políticos distintos. Para sustentar essa hipótese, a inteligência da PF compara a situação de Lulinha com a de ACM Neto (União), candidato ao governo da Bahia. A comparação é apresentada pelos agentes como um possível indicativo de tratamento assimétrico.
O próprio relatório, entretanto, faz ressalvas importantes sobre essa conclusão e afirma que a semelhança entre os casos ainda não foi demonstrada de forma documental.