Pessoas que vivem nas ruas de Patos se transformaram também em problema para segurança pública
Por Vicente Conserva - 40 Graus com Patosonline Sábado, 19 de Agosto de 2023
Pessoas que vivem nas ruas de Patos, no interior da Paraíba, passam a ser não apenas um problema social, mas também de segurança pública. Sem terem do viver, muitas não conseguem apenas sobreviver das esmolas ou ajudas de terceiros e acabam enveredando por caminhos tortuosos e praticando crimes de menor potencial como furtos diversos.
O comandante do 3º Batalhão de Polícia Militar (3º BPM), tenente-coronel Esaú de Lucena, mostrou sua preocupação com tal situação de vulnerabilidade social que vem acarretando em problemas também para a polícia.
Embora a maioria dos crimes praticados por alguns deles sejam considerados de menor potencial, como pequenos furtos, embora possam parecer insignificantes, não deixam de gerar incômodo na população local, bem como a polícia que muitas das vezes faz um trabalho de enxugar gelo, já que muitos são presos e soltos pela Justiça logo em seguida.
A maioria passa o dia nas ruas e dormem pelas calçadas do Centro da cidade. Não há informações se estes têm residências ou parentes em Patos.
Para o comandante, há uma necessidade urgente de ação por parte de todos os setores da sociedade. Ele destacou a importância do engajamento conjunto para buscar alternativas que possam trazer melhorias para essa parcela da população, que enfrenta condições desafiadoras.
O Comandante do 3º BPM mencionou a importância de estabelecer parcerias com a Secretaria de Desenvolvimento Social e as forças de segurança locais.
Uma das propostas levantadas é a migração dessas pessoas em situação de vulnerabilidade para determinados instituições especializadas em tratamentos de saúde e assistência social.
Esaú também ressaltou a relevância de envolver o Ministério Público do Trabalho nesse esforço conjunto. Ao unir essas equipes, a possibilidade de criar um mapeamento estatístico mais preciso e eficaz se torna viável.
Durante a entrevista, o Comandante do 3º BPM assegurou que a equipe de segurança tem se empenhado continuamente em desempenhar seu papel fundamental para garantir a segurança da comunidade.
Ele enfatizou, no entanto, que essa questão não pode ser resolvida apenas pela polícia; exige uma abordagem mais ampla e colaborativa, envolvendo diversos setores da sociedade.