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Delegado-geral dá detalhes de investigação que prendeu policiais e delegado na PB

Por Redação 40 Graus   Terça-Feira, 2 de Junho de 2026

O delegado-geral da Polícia Civil da Paraíba, André Rabelo, afirmou, nesta terça-feira (2), que a investigação contra policiais civis suspeitos de envolvimento com uma organização criminosa durou aproximadamente 17 meses e contou com uma série de provas técnicas para embasar os pedidos de prisão e afastamento dos agentes públicos.

Segundo André Rabelo, a apuração teve início em janeiro de 2025 e contou com apoio do Governo do Estado, da Secretaria de Segurança e do Ministério Público.

“Nós estamos trabalhando nessa investigação há aproximadamente 17 meses, desde janeiro de 2025. Quando nos deparamos com um caso como esse, temos que tratar com o maior afinco, o maior cuidado e o maior respeito essa informação”, afirmou.

O delegado explicou que a investigação utilizou interceptações telefônicas, quebra de sigilo telemático, fiscal e bancário, além de outros recursos técnicos para aprofundar as suspeitas envolvendo os policiais.

“Trabalhamos com todos os meios de provas, os meios técnicos possíveis, com interceptação telefônica, quebra telemática, sigilo fiscal e sigilo bancário”, detalhou.

De acordo com Rabelo, no início da investigação havia dúvidas se os suspeitos utilizavam veículos clonados para se passar por policiais, mas as apurações confirmaram o envolvimento de agentes da própria corporação.

“No começo pensamos que poderia ser um outro carro com disfarces de policiais. Mas não. Constatamos, presenciamos e detectamos a veracidade”, declarou.

Ainda segundo o delegado-geral, os investigados são suspeitos de integrar uma organização criminosa ao lado de traficantes, retirando drogas que deveriam ser incineradas e expondo informações sigilosas sobre operações policiais.

“Policiais civis faziam parte dessa organização criminosa juntamente com traficantes. Além de retirar entorpecentes que seriam destinados à incineração, informavam sobre operações policiais e como burlar a própria ação policial”, disse.

A operação cumpriu nove mandados de prisão e 24 mandados de busca e apreensão. Além disso, a Justiça determinou o bloqueio de aproximadamente R$ 10 milhões em bens dos investigados.

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