Festa no Terreiro: prefeito da Paraíba e mais três pessoas são presos em operação contra desvio de recursos
Por Laerte Cerqueira e Angélica Nunes - JP Online Terça-Feira, 15 de Agosto de 2023
A Polícia Federal em conjunção de esforços com o GAECO/MP/PB, deflagrou na manhã de hoje (15), a “Operação Festa no Terreiro 2” com o objetivo de combater esquema de direcionamento de licitações, desvios de recursos públicos, corrupção e lavagem de dinheiro.
Foram cumpridos 6 mandados de busca e apreensão, sendo 5 no município de Patos e 1 no município de São Mamede, além de 4 mandados de prisão preventiva.
Um dos presos foi o prefeito de São Mamede, Umberto Jefferson. Além do prefeito de São Mamede, outros três auxiliares foram alvos dos mandados de prisão preventiva, Josivam Gomes Marques, Maxwell Brian Soares de Lacerda e uma outra pessoa ainda não identificada.
Também foi determinado o afastamento de dois servidores de seus cargos públicos e o sequestro de bens no valor equivalente a R$ 5,1 milhões.
Todas as medidas judiciais foram determinadas pelo desembargador Márcio Murilo da Cunha Ramos do Tribunal de Justiça da Paraíba.
Crimes
Os crimes investigados são frustração do caráter competitivo de licitação, violação de sigilo em licitação, afastamento de licitante, fraude em licitação ou contrato, peculato, corrupção passiva, corrupção ativa, todos do Código Penal, bem como lavagem de dinheiro.
Trata-se da segunda fase da Operação Festa no Terreiro, deflagrada em 02 de março, onde foram apreendidos documentos e mais de R$ 250 mil em espécie na casa de um dos alvos.
A PF, juntamente com o Gaeco, apuram fraudes em licitações e desvios de recursos que teriam provocado um prejuízo estimado em R$ 8 milhões.
Parte do dinheiro apreendido, R$ 150 mil, estava em uma caixa trancada com cadeado. Outra parte guardada em uma maleta.
A operação é um desdobramento da ‘Bleeder’, que já havia cumprido ordens judiciais em fevereiro nas duas cidades. No caso da ‘Bleeder’, a investigação apura desvios e superfaturamento em obras hídricas da Paraíba.
O nome da operação de hoje (15), Festa no Terreiro 2, é uma referência ao linguajar utilizado pelos investigados ao combinar o resultado de licitações.
espécie na casa de um dos alvos.
O que diz a defesa
Advogados Alexandre Nunes e Fred Igor, que representam o prefeito Umberto Jefferson, dizem que a prisão não era necessária já que o prefeito estava contribuindo com as investigações, inclusive tendo afastado toda a comissão de licitação.
E mais: “as investigações não apontam nenhuma prova robusta de qualquer participação do prefeito nos crimes investigados”, disse Alexandre.
Os advogados ainda da informaram que iram recorrer do ato que decretou a prisão.