Bandidos retiram corpo de túmulo em Patos de homem investigado por homicídio e ateiam fogo
Por Vicente Conserva - Portal 40 Graus Quinta-Feira, 15 de Setembro de 2022
Um fato macabro e envolto de muito mistério ocorreu na madrugada desta quinta-feira (15) na cidade de Patos-PB. O corpo de José Anchieta Pereira Xavier Júnior foi retirado de um túmulo no Cemitério São João Batista, no Bairro Vitória, e desconhecidos atearam fogo.
Logo cedo pela manhã, quando os servidores do cemitério chegaram para trabalhar, encontraram ainda o corpo fora do túmulo e ainda em chamas.
A família havia feito o translado do corpo de José nesta quarta-feira. Os funcionários comunicaram à família que acionou a polícia para ir até o local.
Ele havia sido enterrado na noite anterior após a família trazer o corpo da cidade de Porto Seguro, na Bahia, onde ele teria supostamente cometido suicídio após ele ter supostamente atentado contra a vida de José Cassio de Souza Lima lá naquela cidade, na tarde do último sábado, dia 10, no bairro Pacatá.

Os dois são suspeitos de participação na morte de Carlos Jorge Oliveira Silva, vulgo Kikiu, de 27 anos, que ocorreu na última quinta-feira, 08, na cidade de Patos, com vários disparos de pistola e, em seguida, teriam se evadiram do local fugindo para Porto Seguro, na Bahia.
Segundo investigações, eles teriam assassinado Kikiu sendo condenados à morte por uma facção criminosa que atua na cidade de Patos.
Conhecidos como ‘Juninho’ e ‘Cassio Capado’ teriam envolvimento com a criminalidade e cometido o crime sem a anuência da facção que atua na cidade de Patos, o que pode ter gerado também a discórdia entre os ‘amigos’ em Porto Seguro.
Logo na sequência ao assassinato, a dupla fugiu para Porto Seguro, onde alugou um quarto na propriedade em que aconteceu o crime, se identificando como supostos vendedores de rede. Segundo investigações, um teria atirado no outro e depois se matado.

Cássio Capado segue internado no Hospital Luís Eduardo, onde foi ouvido e apresentou a versão de que Juninho tentou lhe matar e, em seguida, atirou na própria cabeça. “Como é que alguém que cometeu um atentado, em seguida, deita-se na rede para cometer suicídio?”, questiona a Polícia de Patos, que aguarda perícia técnica da Polícia Civil da Bahia para contribuir com as investigações.
Não está descartada a participação de uma terceira pessoa no crime. “A perícia deve dizer muita coisa para ajudar na elucidação do crime. Como o projétil atingiu Juninho, se ele era destro ou canhoto, qual o trajeto da bala, impressões digitais na arma, entre outros”, explica um investigador de Polícia de Patos, considerando a possibilidade de Cassio querer atribuir o crime da Paraíba a Juninho.
A polícia Científica foi chamada para realizar os primeiros levantamentos no local.
A Polícia Técnica irá apurar as circunstâncias da ocorrência.