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108 cadastros do Auxílio Emergencial foram fraudados em Patos, revela PF

Por Vicente Conserva - 40 Graus com Genival Junior   Quinta-Feira, 10 de Dezembro de 2020

O delegado da Polícia Federal na Paraíba, Fábio Maia, detalhou a investigação realizada nesta quinta-feira (10) em Patos, Campina Grande e João Pessoa, que conseguiu identificar fraudes em 171 cadastros do auxílio emergencial do Governo Federal, praticado por grupos fraudadores com atuação nos três municípios.

Segundo ele, a Polícia Federal conseguiu identificar por meio da Coordenação Geral de Polícia Fazendária em Brasília, três grupos de fraudadores com perfil de pessoas jovens, que praticaram fraudes em 108 cadastros do auxílio na cidade de Patos, 42 em Campina Grande e 21 em João Pessoa.

“Esses pedidos são feitos por meio de formulários eletrônicos e eles deixam rastros. Então, através do cruzamento de dados deixados lá, a Caixa Econômica identificou uma série de casos de fraudes, de pessoas que estavam usando nome de terceiros para fazer solicitações de auxílios emergenciais, e aí a gente conseguiu identificar três grupos atuando na Paraíba”, relatou o delegado.

O delegado contou que os fraudadores residem na cidade de Patos e aparentemente não tinham relação com os grupos de João Pessoa e Campina Grande.

Apesar disso, disse que não poderia divulgar os nomes já que a investigação ainda está em curso. Em Patos, não ocorreram prisões nesta quinta-feira e as investigações continuam.

Fábio disse que a operação vai continuar investigando para ver se existem mais pessoas envolvidas. "É possível que tenha havido atuação da quadrilha em outras datas diferentes da que investigamos até agora entre maio e junho", revelou Maia.

De acordo com as investigações, as três células teriam desviado mais de R$ 113 mil, fraudando 171 benefícios, somente entre os meses de maio e junho de 2020.

Eles fizeram a solicitação do auxílio em nomes de terceiros por meio do aplicativo oficial da Caixa, de modo que a fraude só era constatada quando a pessoa ia requerer o Auxílio Emergencial e percebia que já estava cadastrada.

Ainda segundo Fábio Maia, a operação é um dos esforços realizados pela Polícia Federal na operação Estratégia Integrada de Atuação contra as Fraudes ao Auxílio Emergencial (EIAFAE), com a participação também do Ministério Público Federal (MPF), o Ministério da Cidadania (MCid), a CAIXA, a Receita Federal (RF), a Controladoria-Geral da União (CGU) e o Tribunal de Contas da União (CGU), para coibir a prática de ações criminosas.

O delegado finalizou dizendo que as provas de envolvimento dos investigados são robustas, e provavelmente eles se tornarão réus nas ações penais referentes ao caso.

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A Operação

A Polícia Federal deflagrou na manhã desta quinta-feira (10), uma operação contra fraudes no auxílio emergencial. Na Paraíba, o órgão identificou durante investigações a ação de três células do crime organizado que atuavam nesse tipo de fraude no Estado, sediadas em Patos, Campina Grande e João Pessoa.

Ao todo, a PF diligenciou para cumprir nove mandados judiciais, sendo seis de busca e apreensão e três de prisão, em Patos, Campina Grande e João Pessoa.

A Operação Segunda Parcela, com ações em oito Estados da Federação, em uma atuação efetiva e integrada no combate às fraudes ao auxílio emergencial, instituto que teve mais de 60 milhões de beneficiados em decorrência da crise de saúde pública ocorrida em 2020.

Estão sendo deflagradas ações nos Estados da Paraíba, Espírito Santo, Bahia, Santa Catarina, Tocantins, Paraná, Goiás e Mato Grosso do Sul.

As medidas são parte da chamada Estratégia Integrada de Atuação contra as Fraudes ao Auxílio Emergencial (EIAFAE), da qual participam a Polícia Federal (PF), o Ministério Público Federal (MPF) o Ministério da Cidadania (MCid), a CAIXA, a Receita Federal (RF), a Controladoria-Geral da União (CGU) e o Tribunal de Contas da União (CGU), no escopo de identificar a ocorrência de fraudes massivas e desarticular a atuação de organizações criminosas.

As apurações partem da análise dos pagamentos indevidos e das tentativas de cadastramento irregulares, os quais são processados por ferramentas de investigação da Polícia Federal em busca de fraudes estruturadas. O objetivo é desarticular ações que causam graves malefícios ao programa assistencial e, por consequência, prejudicam a população que efetivamente necessita dos valores pagos pelo Governo Federal.

No viés preventivo, a Estratégia Integrada de Atuação contra as Fraudes ao Auxílio Emergencial detectou e bloqueou ou cancelou o cadastramento de mais de 3,8 milhões de pedidos irregulares. Deixaram de sair indevidamente dos cofres públicos, pelo menos, R$ 2,3 bilhões, aí contabilizados apenas os pagamentos de uma parcela de R$ 600,00 do benefício.

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