Maníaco sexual ataca funcionárias do Hospital Regional de Patos por telefone e causa pânico
Por Vicente Conserva - 40 Graus com Patosonline Sexta-Feira, 4 de Dezembro de 2020
Funcionárias do Complexo Hospitalar Regional de Patos denunciaram uma onda de assédio por parte de um maníaco sexual que vem causando temor e constrangimento às servidoras de dentro do próprio nosocômio. É que um homem vem fazendo ligações internas para as plantonistas e proferindo palavras de cunho sexual para tais.
Segundo elas, as ligações que iniciaram desde o último domingo, dia 29, estão partindo de dentro do próprio hospital já que o toque do telefone é do ramal.
“É um verdadeiro tormento. Parece que ele já sabe quem está em cada setor e promove violência psicológica e sexual contra nós”, disse uma funcionária que pediu para não ser identificada temendo ação do tarado.
Elas já taxaram o taradão de “Maníaco do Ramal” devido elas acreditarem que as ligações partem de dentro do próprio hospital. “Pedimos providências por parte da direção para descobrir de onde partem essas ligações”, disse uma delas.
Outra chegou a dizer que tem certeza de onde partem as ligações pois o som do toque é do ramal telefônico, pois se observa que o som do toque é diferente das ligações externas.
Funcionárias dos setores de ortopedia, farmácia, área verde, sala de AVC, da clínica cirúrgica e até do setor de regulação médica já foram vítimas do tarado.

É no meio da noite que ele escolhe para atacar e começa sempre no horário quando só tem mulheres naquele setor no plantão.
O tarado profere palavras obscenas, faz convites para encontro sexual e, de forma covarde, usa um pano próximo da boca para distorcer a voz.
O mais intrigante é saber que possa ser alguém do convívio diário e aí o risco aumenta, na avaliação delas que já denunciaram o caso esta semana a direção administrativa, porém nenhuma providência foi tomada até agora para descobrir de onde partem as ligações cada vez mais rotineiras.
O diretor do Complexo Hospitalar Regional, Francisco Guedes, também já tomou conhecimento, mas não se posicionou publicamente sobre o caso.
A revolta das servidoras é ainda maior pelo fato de terem procurado a Delegacia Especial de Atendimento à Mulher para prestarem um Boletim de Ocorrência, mas agentes não quiseram fazer o B.O e orientaram para se deslocarem até a Delegacia de Polícia Civil, mas lá também foi negado o registro da queixa.
“Estamos com medo! Já sabemos das intenções desse maníaco e temos medo que ele faça algo nos locais em que estamos sozinhas ou mesmo em espaços mais esquisitos na noite. Acho que existe formas de descobrir quem está fazendo isso e tomar providências. Várias colegas relataram que estão sendo constrangidas, mas nada é feito pela direção e nem pelos órgãos que poderiam ajudar”, relatou uma das assediadas.