Garota morta em Patos por espancamento também era vítima de estupro, diz delegado
Por Vicente Conserva - 40 Graus Terça-Feira, 6 de Outubro de 2020
O delgado da Polícia Civil de Patos, Adjuto Neto, da Delegacia de Homicídios, trouxe mais detalhes do assassinato bárbaro da pequena Ketyli Kawane Borges de Sousa, 3 anos, morta por espancamento pelo padrasto, em Patos, no início da tarde desta segunda-feira (05). De acordo com ele, além de ser morta com requintes de crueldade, ela também era vítima de violência sexual.
Segundo o delegado Adjuto Neto, a constatação veio após perícia no corpo. A pequena foi morta por Geraldo Júnior dos Santos a socos, chutes na barriga e jogada contra a parede.
A mãe, Jéssica Borges de Sousa, de 21 anos, também foi presa. ”Ela não só permitia esse tipo de abuso, como também buscava uma forma de esconder o corpo e fazer com que o crime ficasse impune“, disse o delegado Adjuto Neto.
Segundo moradores da localidade Rua Pedro Moura, no bairro Sete Casas, a criança estava chorando e o acusado lhe deu um tapa. A menina caiu e ele começou a chutá-la.

A menina teria começado a sangrar pelo nariz e pela boca, foi quando ele a atirou contra a parede por três vezes e saiu de casa. A menina ficou imóvel, a mãe percebeu que um dente dela havia caído e que a respiração da pequena estava fugindo.
Segundo o delegado, a mãe também foi presa em flagrante por permitir toda a ação e ainda ter planejado junto com o acusado, esconder o corpo da criança.
O Samu chegou a ir ao local, mas os socorristas constataram que a garota já estava morta.
Ao perceber que ela estava morta, Geraldo tentou fugir, mas foi contido pelos vizinhos, que o agrediram a socos. Ele só não foi morto por linchamento porque a polícia, que já havia sido acionada, chegou na hora e interviu. Ele foi preso em flagrante e levado para o Hospital Regional de Patos sob custódia e depois encaminhado para o Presídio Romero Nóbrega.
O delegado disse que a mãe fez a oitiva e contou os fatos com bastante frieza. Segundo ela, tinha muito medo dele, pois recebia ameaças constantes.
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