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Suspeitas contra Braga Netto vão de plano de assassinato de Lula à articulação de golpe

Por Brasil 247 com Wscom   Sábado, 14 de Dezembro de 2024

O general Braga Netto, ex-vice na chapa de Jair Bolsonaro em 2022 e ex-ministro da Defesa, foi preso neste sábado (14) no Rio de Janeiro. Ele é acusado de participação em um plano que incluía a tentativa de golpe de Estado e até o assassinato de autoridades como Lula, Geraldo Alckmin e o ministro do STF, Alexandre de Moraes. A prisão ocorre em meio a investigações que revelam detalhes sobre reuniões, financiamentos e estratégias para manter Bolsonaro no poder, destaca o g1.

A trama golpista e os planos de assassinato

De acordo com a Polícia Federal (PF), Braga Netto teve papel central na articulação de um plano elaborado pelo general da reserva Mário Fernandes, também preso em novembro. Apelidado de “Punhal Verde e Amarelo”, o planejamento previa o assassinato de Lula, Alckmin e Moraes em dezembro de 2022, antes da posse presidencial.

Em 12 de novembro de 2022, a casa de Braga Netto teria sido palco de uma reunião onde o plano foi apresentado e aprovado. Participaram do encontro os tenentes-coronéis Mauro Cid e Ferreira Lima, além do major Rafael de Oliveira. O objetivo era, após os assassinatos, instaurar um “Gabinete Institucional de Gestão da Crise”, com Braga Netto e o general Augusto Heleno no comando.

Envenenamento e gabinete de crise

O plano incluía envenenar Lula e Moraes, instaurando uma crise que seria usada como justificativa para o golpe. Uma minuta para a criação do gabinete foi encontrada com Mário Fernandes dias após a reunião.

Além de Braga Netto e Augusto Heleno, o grupo contaria com outros militares, como o próprio Mário Fernandes e Filipe Martins, ex-assessor de Bolsonaro. A investigação também revelou que Braga Netto pressionou comandantes da Aeronáutica e do Exército a aderirem ao plano golpista.

Financiamento ilegal e ameaças digitais

Outro ponto central das investigações envolve repasses financeiros. A PF identificou que Braga Netto entregou dinheiro vivo a militares das Forças Especiais, usando embalagens de vinho como disfarce. Ele também teria ordenado ataques virtuais contra opositores do plano, como o general Freire Gomes e o tenente-brigadeiro Baptista Júnior, além de seus familiares.

Indiciamento e defesa

No mês passado, Braga Netto foi indiciado ao lado de Jair Bolsonaro e outras 35 pessoas. As acusações incluem crimes de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, organização criminosa e tentativa de golpe de Estado.

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