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Mauro Cid e pai general são alvos de operação da PF no caso das joias

Por G1   Sexta-Feira, 11 de Agosto de 2023

Equipes da Polícia Federal fazem buscas nesta sexta-feira (11) em uma operação sobre a suposta tentativa, capitaneada por militares ligados ao então presidente Jair Bolsonaro, de vender ilegalmente presentes dados ao governo por delegações estrangeiras.

Segundo a TV Globo e a GloboNews apuraram, há pelo menos quatro alvos:

 

  • o ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro, tenente-coronel do Exército Mauro Barbosa Cid;
  • o pai dele, o general do Exército Mauro César Lourena Cid;
  • o ex-ajudante de ordens de Bolsonaro e tenente do Exército Osmar Crivelatti;
  • o advogado Frederick Wassef, que já defendeu Bolsonaro e familiares em diversos processos na Justiça.

 

Os mandados foram autorizados pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes no inquérito que investiga as ações de uma suposta milícia digital que atua contra a democracia.

 

A operação foi batizada "Lucas 12:2", em alusão ao versículo da Bíblia que diz: "Não há nada escondido que não venha a ser descoberto, ou oculto que não venha a ser conhecido".

 

Segundo a TV Globo e a GloboNews apuraram, há mandados sendo cumpridos em Brasília, São Paulo e Niterói (RJ).

"Há muitos estudos que mostram que compra e venda de joias é um caminho clássico de corrupção e lavagem de dinheiro. Muitos veem como um crime 'seguro', que ficará escondido para sempre. Por isso, é essencial sempre investigar o assunto, quando há indícios de ilegalidades", escreveu o ministro da Justiça, Flávio Dino, em uma rede social.

Além de pai de Cid, PF mira Frederick Wassef em operação sobre joias

 

Pai de Mauro Cid teria negociado joias

 

Mauro César Lourena Cid é general do Exército e foi colega de Jair Bolsonaro na Academia Militar das Agulhas Negras (Aman), nos anos 1970.

Durante o governo Bolsonaro, o militar ocupou cargo federal em Miami ligado à Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex).

Segundo as investigações, o general era o responsável por negociar as joias e os demais bens nos EUA – inclusive, recebia os valores em sua conta bancária.

A Polícia Federal brasileira já pediu um acordo de cooperação internacional com os Estados Unidos para quebrar o sigilo dessa conta.

Segundo a PF, os investigados desviaram bens de alto valor entregues por autoridades estrangeiras em missões oficiais para posteriormente serem vendidos no exterior. "Os valores obtidos dessas vendas foram convertidos em dinheiro em espécie e ingressaram no patrimônio pessoal dos investigados", diz a corporação.

Os mandados foram expedidos pelo Supremo Tribunal Federal dentro do chamado inquérito das milícias digitais e são cumpridos em Brasília, São Paulo e Niterói (RJ).

Os fatos investigados configuram os crimes de peculato e lavagem de dinheiro, de acordo com a PF.

 

O general Mauro César Lourena Cid

O general Mauro César Lourena CidImagem: Divulgação/Alesp

Nos anos 1970, o hoje general da reserva Lourena Cid foi colega de Bolsonaro na Aman (Academia Militar das Agulhas Negras). Ele dirigiu o Departamento de Educação e Cultura do Exército e foi chefe da Apex (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos) em Miami durante o governo do ex-presidente.

A operação foi batizada de Lucas 12:2, em referência ao versículo bíblico que diz: "Não há nada escondido que não venha a ser descoberto, ou oculto que não venha a ser conhecido".

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