Polícia Federal investiga voo privativo que levou família de Flávio Bolsonaro à fronteira
Por Brasil 247 Terça-Feira, 3 de Novembro de 2026
A Polícia Federal (PF) trabalha com a hipótese de que a esposa do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), Fernanda Bolsonaro, e as duas filhas adolescentes do casal tenham deixado Brasília em um voo privativo com destino à região de fronteira com a Argentina, utilizando uma aeronave diferente daquela que transportou o parlamentar, informa Igor Gadelha, do Metrópoles.
As apurações indicam que o deslocamento da família ocorreu na manhã do último dia 27. O avião sob suspeita decolou da capital federal por volta das 10h e pousou em Cascavel (PR), município situado a aproximadamente 150 quilômetros de Puerto Iguazú, na Argentina, pouco antes do meio-dia. Um detalhe que despertou a atenção dos investigadores foi a rápida permanência da aeronave em solo paranaense: foram apenas 25 minutos de escala antes de empreender o retorno a Brasília, às 12h18.
Paralelamente, os levantamentos apontam que a saída do parlamentar da capital ocorreu por meio de outro voo. A principal suspeita das autoridades é de que o filho de Jair Bolsonaro (PL) tenha viajado no mesmo dia utilizando um jato de propriedade de uma empresa vinculada ao advogado Willer Tomaz, que mantém relação de amizade com o senador.
A reunião familiar teria ocorrido naquela noite em território argentino, na cidade de Puerto Iguazú. De acordo com essa linha investigativa, a família reuniu-se no país vizinho para então embarcar em um novo voo com destino aos Estados Unidos, aterrissando em Miami na manhã de quarta-feira (21).
A viagem representou a desobediência a determinações judiciais por parte do parlamentar, uma vez que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes havia decretado a proibição de saída do país e determinado a entrega dos passaportes do senador. Diferentemente de Flávio Bolsonaro, a esposa e as filhas não possuíam qualquer tipo de restrição de viagem impostas pela Justiça.