Operação mira grupo que operava bets clandestinas na PB e bloqueia R$ 100 milhões
Por Leonardo Barbosa - Click PB Quarta-Feira, 8 de Julho de 2026
Uma operação deflagrada na manhã desta quarta-feira (8) desarticulou uma organização criminosa suspeita de explorar plataformas clandestinas de apostas esportivas, as chamadas “bets”, na Paraíba. A Justiça determinou o bloqueio de mais de R$ 100 milhões em bens e ativos financeiros dos investigados para interromper a atuação do grupo e garantir o ressarcimento dos prejuízos causados.
De acordo com as investigações, a organização operava plataformas de apostas sem autorização da Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda e sem credenciamento da Loteria do Estado da Paraíba (Lotep), descumprindo as normas que regulamentam o setor no país.
Os investigadores apontam que o esquema utilizava uma complexa rede formada por pessoas físicas e jurídicas para dar aparência de legalidade às operações. Entre as estratégias identificadas estão empresas de fachada, sedes fictícias, uso de intermediadores financeiros, movimentação de recursos por meio de terceiros e estruturas criadas para dificultar o rastreamento do dinheiro e a identificação dos responsáveis pelo negócio.
A investigação também identificou indícios dos crimes de exploração ilegal de loteria, organização criminosa, lavagem de dinheiro e fraudes eletrônicas contra consumidores. Segundo os órgãos responsáveis, clientes eram prejudicados com práticas como retenção indevida de valores, bloqueio arbitrário de contas e falta de pagamento de premiações.
Por decisão da 1ª Vara Regional das Garantias do Tribunal de Justiça da Paraíba, foram determinadas medidas cautelares patrimoniais que somam R$ 101,99 milhões, incluindo o bloqueio de contas bancárias, criptoativos e outros bens. O objetivo é impedir a continuidade da atividade criminosa e evitar a ocultação ou dissipação do patrimônio obtido, supostamente, com a exploração ilegal das apostas.
Operação integrada
A operação foi realizada de forma integrada pelo Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público da Paraíba, pela Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco), pela Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda e pela Lotep. As investigações seguem em andamento e tramitam sob sigilo judicial.