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Operação cumpre mandados na Paraíba contra líder de facção que vivia luxo no estado e usou parentes como 'laranjas'

Por Lucas Isídio - Click PB   Quarta-Feira, 16 de Setembro de 2026

Uma operação do estado do Acre cumpre mandados em João Pessoa e Cabedelo contra um líder de facção que vivia sob identidade falsa na Paraíba e usava parentes e comparsas como ‘laranjas’ para registrar imóveis residenciais, comerciais, apartamentos de alto padrão e veículos de luxo. A Operação Muro de Gesso foi deflagrada na manhã desta quarta-feira (16) no âmbito da Operação Nacional Força Integrada IV.

Segundo informou a PF, o principal investigado, apontado como importante liderança de facção criminosa atuante no Acre, exercia papel central na coordenação das atividades ilícitas e vivia sob identidade falsa no estado da Paraíba, usufruindo de alto padrão de vida mesmo não tendo nenhum vínculo empregatício ou atividade lícita registradas.

O grupo criminoso interestadual alvo da ação é estruturado para o tráfico de drogas e para a sistemática ocultação e lavagem de dinheiro.

As investigações revelaram que os integrantes atuavam de forma permanente, movimentando vultosos recursos financeiros ilícitos e utilizando mecanismos sofisticados para a dissimulação patrimonial. Ao longo do período investigado, foram identificados eventos relacionados ao tráfico de entorpecentes, que resultaram na apreensão de aproximadamente 396 kg de cocaína.

Mandados

Os policiais cumprem 14 mandados de busca e apreensão e cinco mandados de prisão preventiva, todos expedidos pela Vara de Delitos de Organizações Criminosas do Tribunal de Justiça do Acre. Além dos mandados, o Judiciário Estadual acreano também deferiu o sequestro de bens e o bloqueio de contas bancárias até o limite de R$ 8 milhões, visando a descapitalização financeira do grupo e a garantia de reparação de danos morais coletivos à sociedade.

As ações ocorrem simultaneamente nas cidades de:

  • Rio Branco-AC;
  • Cruzeiro do Sul-AC;
  • João Pessoa-PB;
  • Cabedelo-PB;
  • Vespasiano-MG;
  • e Ji-Paraná-RO.

 

Os suspeitos poderão responder judicialmente pelos crimes de tráfico de drogas, organização criminosa e lavagem de dinheiro.

A FICCO-AC é composta pelas Polícias Federal, Civil, Militar, Penal e pela Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (SEJUSP-AC).

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