PM de Patos prende 15 homens monitorados por tornozeleira eletrônica que quebraram medidas cautelares
Por Vicente Conserva - 40 Graus Segunda-Feira, 6 de Julho de 2026
A Polícia Militar com sede em Patos, na área que compreende o 3º Batalhão de Polícia Militar (3º BPM), vem tendo bastante trabalho para não só combater o crime organizado, bem como não permitir que infratores da lei, com penas a cumprir ou em cumprimento, sejam reincidentes em delitos diversos.
Nos últimos dias, a PM tem sido acionada através da Central de Monitoramento, com o apoio do sistema de monitoramento eletrônico da Polícia Penal, para colocar atrás das grades transgressores da lei que tentam burlar o sistema descumprindo medidas cautelares impostas pela Justiça.
Foram pelo menos 15 homens monitorados por meio tornozeleira eletrônica que tentaram furar o sistema e ficarem em liberdade fora das medidas entre o dia 20 de junho e 05 de julho do corrente ano.
Em todos os casos, eles estavam presentes em festas juninas ou em outros eventos. Dos 14, 9 foram pegos em Patos, a maioria participando no Terreiro do Forró do São João da cidade ou voltando dele.
As demais prisões ocorreram em Santa Luzia (4), Condado (1) e Junco do Seridó (1). Dos quatro de Santa Luzia, pelo três também têm ligações com participações em festa junina.

Como funciona Central De Monitoramento Eletrônico de apenados na Paraíba
A Central de Monitoramento Eletrônico (CME) na Paraíba funciona 24 horas por dia e é gerida pela Secretaria de Estado da Administração Penitenciária (Seap-PB). Acompanha em tempo real os apenados dos regimes aberto, semiaberto ou em prisão domiciliar que utilizam tornozeleiras eletrônicas por determinação da Justiça.
O funcionamento da central e o acompanhamento dos monitorados seguem dinâmicas específicas:
Como funciona o sistema
- Rastreamento por satélite: Os equipamentos emitem sinais contínuos. A central, com sede principal em João Pessoa e ramificações em polos regionais (como Campina Grande, Patos e Cajazeiras), recebe a localização geográfica exata do apenado em tempo real.
- Perímetros e horários: Os juízes definem áreas de inclusão e exclusão (locais onde o apenado pode ou não circular) e horários de recolhimento. O sistema dispara um alerta se esses limites forem desrespeitados.
- Carga da bateria: O aparelho possui bateria interna e o monitorado é responsável por recarregá-lo diariamente. Caso a bateria fique em nível crítico, um alarme soa na central.
Protocolo em caso de violação
Quando ocorre o rompimento do dispositivo, perda de sinal prolongada, desobediência de perímetro ou falta de carga, a central atua da seguinte forma:
- Contato direto: A equipe da CME entra em contato com o apenado para averiguar o motivo da falha.
- Acionamento policial: Se não houver justificativa ou em casos de tentativa de fuga e dano ao equipamento, a Polícia Militar é acionada para recapturar o apenado.
- Comunicação à Justiça: As violações são registradas em relatórios e enviadas ao juiz responsável, podendo acarretar na regressão do regime de cumprimento de pena para o fechado