Ataques contra bancos na PB: 29% dos casos de 2017 aconteceram em novembro e dezembro
Por JHONATHAN OLIVEIRA - Jornal da Paraíba Quinta-Feira, 28 de Dezembro de 2017
Velha rotina na Paraíba há alguns anos, os ataques contra agências bancárias já chegaram a 76 casos no ano de 2017. As duas últimas ocorrências foram registradas na madrugada de quarta-feira (27) nas cidades de Lagoa Seca e Pilar. Segundo levantamento do Sindicato dos Bancários da Paraíba, até agora foram 13 casos em dezembro. Somando a isso os nove registros de novembro, temos 29% dos casos nos últimos dois meses do ano.
Esta quarta não foi primeira vez em dezembro com o registro de mais de um crime por dia. No dia 13, houve uma explosão em uma agência de Borborema e um arrombamento em Santa Rita; seis dias depois foram mais dois registrois, um em São Miguel de Taipu e outro em João Pessoa. Já no dia 14, mais duas explosões, uma em Puxinanã e outra em São José do Cariri.
Movimentação financeira motiva crimes
Segundo o presidente do Sindicato dos Bancários, Marcelo Alves, o aumento dos crimes no final do ano tem uma explicação: o pagamento do 13º salário dos trabalhadores. “O fluxo de dinheiro aumenta consideravelmente. Os bandidos aproveitam para praticar esses delitos. Treze casos só em dezembro, um mês que nem acabou ainda, é um número alarmante”, declarou.
Comparando o último mês com o primeiro, temos um crescimento de 85%, pois em janeiro foram sete crimes. Se a comparação for com o mês que teve o menor número de registros, que foi fevereiro com dois, esse aumento pula para 550%.
Marcelo Alves ressaltou que o Sindicato dos Bancários monitora os crimes contra bancos na Paraíba desde o ano de 2011. Desde então foram contabilizados 693 casos. “É uma média de praticamente 100 ocorrências por ano”, enfatizou.
Segundo o presidente, a categoria discute constatemente melhorias na seguranças das agências com a Federação Brasileira dos Bancos (Febraban). Marcelo defende que a solução seria a implantação de um dispositivo que cortasse as notas quando caixa eletrônico fosse explodido, que já é usado por um banco no estado do Amazonas. “O banco zerou o número de ocorrências”.