Primeiro mês de 2021 tem dois feminicídios em investigação na PB
Por G1 Paraíba Segunda-Feira, 15 de Fevereiro de 2021
Seis mulheres foram vítimas de mortes violentas em janeiro de 2021 na Paraíba, sendo duas por motivação de gênero. O número de feminicídios representa 33,3% dos crimes violentos letais intencionais que aconteceram contra mulheres no primeiro mês do ano.
Em relação a janeiro de 2020, o número de mulheres assassinadas caiu quase pela metade. No ano passado, o mês de janeiro registrou 11 mortes de mulheres e um feminicídio. Os assassinatos foram cometidos pelo companheiro ou ex-companheiro das vítimas. Em relação ao assassinato de mulheres, o mês mais violento de 2020 foi o de janeiro.
No ano inteiro de 2020, o número de feminicídios representou 38% do total de mulheres assassinadas na Paraíba. O número de feminicídios atingiu 36 casos. Além disso, os dados também mostram que duas mulheres morreram por latrocínio, quando acontece o roubo seguido de morte. No total, 93 mortes de mulheres em 2020.
Em relação a todo o ano de 2019, o percentual diminuiu em 2020. No mesmo período do ano passado, o número de feminicídios representou 52% da quantidade de mulheres assassinadas. De acordo com o Núcleo de Análise Criminal e Estatística, foram registradas 73 mortes de mulheres. O número de 38 feminicídios é superior ao de homicídios dolosos de mulheres, que não têm relação com o gênero. Além disso, os dados também mostram que duas mulheres morreram por latrocínio e outra por lesão corporal seguida de morte.
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Maria Adriana foi morta a facadas por ex-companheiro em Bayeux, PB — Foto: Reprodução/TV Cabo Branco
Medida protetiva não salvou vida de Maria
Maria Adriana Costa da Silva tinha 38 anos e cinco filhos. Ela foi morta a facadas dentro da casa onde morada, no município de Bayeux, na Grande João Pessoa, no dia 27 de janeiro. Desde novembro de 2019, uma medida protetiva proibia que o ex-marido dela se aproximasse. No entanto, o relacionamento violento e os relatos de familiares levam a polícia a colocar José Adriano Vieira da Cruz, também de 38 anos, como principal suspeito do crime. A mulher foi encontrada pelas filhas com perfurações na cabeça, em cima da cama.
Segundo a família da vítima, José Adriano, ex-marido dela, estava tentando reatar o relacionamento, mas ela não aceitava. Eles foram casados por 18 anos e tinham quatro filho juntos. A mulher era auxiliar de serviços gerais.
De acordo com a delegada da mulher, Conceição Casado, que já acompanhava o caso de Maria Adriana desde 2019, ela tinha uma união estável com José Adriano, mas a relação era de muito conflito, violência doméstica, violência patrimonial e violência psicológica.
No dia 4 de fevereiro, José Adriano foi preso. Segundo informações da Polícia Civil, ele estava escondido na casa de uma irmã e foi encontrado após uma denúncia anônima.