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Trabalho formal bomba no governo Lula e cresce 19,1% em mais de três anos

Por Brasil 247   Quinta-Feira, 13 de Agosto de 2026

O mercado de trabalho formal brasileiro acumulou 10,1 milhões de novos vínculos entre janeiro de 2023 e junho de 2026, avançou 19,1% durante o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e alcançou 62.891.209 empregos formais. As informações foram divulgadas em comunicado emitido pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência, com dados da RAIS Mensal de junho, do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

O levantamento mostra que o País adicionou 2,46 milhões de vínculos formais apenas em 2026, alta de 4,1% no ano. O MTE apresentou os números nesta quinta-feira (13), durante cerimônia que contou com a presença do presidente Lula. A série reforça a expansão do emprego com vínculo formal desde o início de 2023 e mostra avanço tanto no setor privado quanto entre agentes públicos.

Empregos pela CLT avançam em 4,75 milhões

Os trabalhadores com contratos regidos pela CLT, incluindo temporários, responderam por uma parcela expressiva do avanço desde janeiro de 2023. Esse grupo ganhou 4,75 milhões de vínculos, crescimento de 10,9%, e passou de 43,4 milhões para 48,15 milhões de empregos em junho de 2026.

O número de vínculos entre agentes públicos também avançou de forma intensa. Segundo a RAIS Mensal, esse contingente cresceu em 5,1 milhões desde 2023 e atingiu aproximadamente 14,3 milhões em junho deste ano.

Quando o levantamento concentra a análise nos primeiros seis meses de 2026, empregados celetistas e trabalhadores temporários acrescentaram 919.621 vínculos, alta de 1,9%. O estoque privado passou de 47,2 milhões em dezembro de 2025 para 48,15 milhões em junho de 2026.

Entre os agentes públicos, o mercado acrescentou 1,51 milhão de vínculos no mesmo intervalo, alta de 11,9%. O total saiu de 12,79 milhões no encerramento de 2025 e alcançou 14,31 milhões em junho.

Outras modalidades de vínculo, grupo que reúne trabalhadores avulsos, dirigentes sindicais, trabalhadores cedidos e diretores sem vínculo empregatício, cresceram 6,3%. O estoque avançou de 402 mil para 429 mil.

Serviços puxam expansão do trabalho formal

O setor de serviços liderou o crescimento absoluto desde 2023. A atividade acrescentou 8,45 milhões de vínculos, uma expansão de 28,3%, e elevou o estoque de empregos de 29,81 milhões para 38,26 milhões.

Com esse movimento, os serviços ampliaram a participação no mercado formal brasileiro. O setor representava 56,5% dos vínculos no começo da série e passou a concentrar 60,8% do total.

O conjunto que reúne administração pública, educação, saúde e serviços sociais acrescentou 6,03 milhões de vínculos, alta de 42,1%. As atividades de informação, comunicação, finanças, mercado imobiliário e serviços profissionais e administrativos somaram mais 1,5 milhão de vínculos, crescimento de 16%.

Indústria, construção, comércio e agro também crescem

A indústria acumulou 832 mil novos vínculos, crescimento de 10%, e chegou a 9,15 milhões de empregos em junho de 2026.

A construção também expandiu o mercado formal. O setor acrescentou 357 mil vínculos, alta de 13,3%, e elevou o estoque de 2,68 milhões para 3,04 milhões.

O comércio ampliou seu contingente em aproximadamente 340 mil vínculos. O estoque passou de 10,2 milhões para 10,54 milhões, o que representa crescimento de 3,3%. A agropecuária criou mais 88 mil vínculos, alta de 5%, e chegou a 1,86 milhão de empregos formais em junho.

Trabalho formal cresce em todas as regiões

Todas as regiões brasileiras ampliaram o estoque de empregos formais no período analisado pela RAIS. Em números absolutos, o Sudeste liderou a expansão, com 3,78 milhões de vínculos adicionais. O Nordeste apareceu em seguida, com aumento de 2,69 milhões.

O Norte registrou o maior crescimento percentual, de 34,7%. O Centro-Oeste avançou 28,6%, seguido pelo Nordeste, com 27,6%. O Sudeste cresceu 14,6%, enquanto o Sul apresentou expansão de 12,3%.

Entre as unidades da Federação, São Paulo ocupou a primeira posição em geração absoluta, com 1,64 milhão de novos vínculos. Minas Gerais acrescentou 1,29 milhão, o Rio de Janeiro somou 683 mil, o Distrito Federal registrou mais 649 mil e a Bahia ganhou 641 mil.

Na comparação percentual, Roraima liderou com alta de 70,8%. O Distrito Federal avançou 51,9%, o Amapá cresceu 48,8%, Tocantins registrou 45,9% e o Piauí apresentou expansão de 39,5%.

Participação feminina avança no emprego formal

A expansão do trabalho formal também aumentou a presença feminina no estoque nacional. O release calcula crescimento de 25% nos vínculos ocupados por mulheres e informa que o total chegou a 29,18 milhões em junho de 2026, ante 23,34 milhões no início do período analisado.

Entre os homens, o documento aponta crescimento de 14,5% e estoque de 33,71 milhões de vínculos em junho. A participação das mulheres no conjunto dos empregos formais passou de 44,5% em 2023 para 46,4% em 2026.

Ensino médio concentra maior avanço absoluto

Os trabalhadores com ensino médio completo concentraram o maior crescimento absoluto no recorte de escolaridade apresentado pelo levantamento. Esse grupo acrescentou 5,7 milhões de vínculos, alta de 20,3%, e alcançou estoque de 33,70 milhões.

Entre pessoas com ensino superior incompleto, o mercado acrescentou 370 mil vínculos, crescimento de 16,9%, e elevou o estoque de 2,19 milhões para 2,56 milhões.

No agrupamento relacionado à formação superior, a RAIS registra avanço de 3,4 milhões de vínculos. O estoque passou de 11,8 milhões para 15,2 milhões, crescimento de 29,1%.

Emprego cresce entre jovens e trabalhadores mais velhos

Os jovens com até 24 anos ganharam 990 mil vínculos formais desde janeiro de 2023, uma expansão de 13,5%. O estoque desse grupo aumentou de 7,31 milhões para 8,30 milhões em junho de 2026.

O avanço também alcançou faixas etárias mais altas. Trabalhadores de 40 a 49 anos registraram crescimento de 3,05 milhões de vínculos, ou 23,5%. Entre aqueles de 50 a 64 anos, o aumento chegou a 34,7%, com 3,26 milhões de vínculos adicionais.

No grupo com 65 anos ou mais, o release aponta crescimento de 73,6% e informa que o estoque alcançou 1,64 milhão de vínculos em junho de 2026.

RAIS detalha expansão por raça ou cor

O documento também apresenta um recorte dos vínculos por raça ou cor. Nessa seção, a RAIS informa que trabalhadores pardos registraram o maior crescimento absoluto, enquanto indígenas apresentaram a maior variação percentual entre os grupos listados.

Segundo os números registrados no release, o estoque entre pardos chegou a 27,34 milhões de vínculos em junho de 2026. Entre trabalhadores brancos, o total alcançou 26,88 milhões, enquanto o grupo de trabalhadores pretos chegou a 4,66 milhões. O documento também registra expansão entre amarelos e indígenas.

A série apresentada no gráfico da terceira página resume a trajetória do emprego formal entre janeiro de 2023 e junho de 2026. O MTE, o eSocial e a RAIS Mensal aparecem como fontes da evolução registrada no período.

Com 62,89 milhões de vínculos em junho, a RAIS Mensal mostra que o mercado formal encerrou o primeiro semestre de 2026 em patamar 19,1% superior ao registrado no início de 2023. O crescimento de 10,1 milhões de empregos no intervalo reforça a expansão do trabalho com vínculo formal ao longo do governo Lula e alcança diferentes setores, regiões, faixas etárias e níveis de escolaridade.

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