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Complexo de Patos já teve 1.505 internações por Covid e 1.018 altas

Por News Comunicação   Segunda-Feira, 5 de Abril de 2021

Entre março de 2020, quando começou a atender pacientes sintomáticos respiratórios no setor de isolamento Covid, e o último dia 31 de março, o Complexo Hospitalar Regional Deputado Janduhy Carneiro de Patos (CHRDJC) já internou 1505 pessoas suspeitas ou com diagnóstico comprovado de coronavírus e deu alta a 1018 pacientes. O pico de internações se deu no mês passado, quando 198 pessoas foram internadas na unidade que é referência para casos de Covid-19 no sertão do estado.

Neste mesmo mês, o Complexo registrou o maior número de altas (115) e também de óbitos com 83 mortes por complicações respiratórias decorrentes da pandemia. “O pico máximo de internações altas e óbitos foi em março último, não apenas no Complexo, mas, em todo o país, quando se observou um grande aumento no número de casos de internação, inclusive, com recorde de óbitos, infelizmente”, destaca o diretor geral do Complexo, Francisco Guedes.

O Complexo já ultrapassou as 1000 altas do setor Covid

De acordo com o relatório de gestão da unidade, que contabilizou os dados referentes aos atendimentos nos últimos doze meses, o número de altas em relação aos 1505 atendimentos, neste período, ficou em 68% e o percentual de óbitos em 32%.

“Não podemos comemorar esses dados porque não devemos esquecer que 488 vidas se foram, mas os dados nos mostram que, efetivamente, mais que dobramos as altas em relação aos óbitos. O ideal seria que não tivéssemos nenhum óbito, mas a Medicina, apesar de todos os avanços, também tem seu limite. O fato é que embora numa pandemia e com os óbitos que ocorreram não haja motivos para festejar, saber que acolhemos e conseguimos tratar 1018 pacientes, dos 1505 que estiveram conosco, já é um alento muito grande”, destaca Francisco.

Marco para o Complexo

O médico Pedro Augusto, que desde o ano passado atua na linha de frente do setor de isolamento Covid do Complexo, e que estava de plantão no dia e assinou a alta de número 1000 do setor, lembra que chegar a essa marca foi um marco para todos os envolvidos no atendimento com os pacientes de Covid.

“Não deixa de ser uma vitória chegarmos a esses dados, embora não haja comemoração quando se trata de uma doença que está matando muita gente, mas chegar as 1000 altas e constatar que o percentual de altas e muito superior e mais que o dobro de óbitos, nos dá a certeza e a consciência de que estamos lutando contra essa doença e vencendo na maior parte dos casos, mas também nos traz muita reflexão, medo e preocupação porque a gente constata a dimensão desta doença aqui em nossa região”, disse Dr. Pedro.

Para ele, a experiência de vivenciar todo esse processo traz muitas lições. “A gente vê pessoas que entram e não se despedem de suas famílias, outros que conseguem superar a doença, felizmente, em maior número, pacientes idosos e com comorbidades que superam, outros adultos jovens que não resistem e isso tudo assusta”, afirma ele.

Importância dos cuidados

Dr. Pedro lembra ainda a importância das pessoas redobrarem o cuidado, mantendo-se vigilantes, usando máscaras, fazendo uso do álcool gel, evitando aglomerações. “A gente percebe que a doença é cíclica e que quando as pessoas se descuidam mais, poucos dias depois a gente começa a observar o aumento exponencial dos casos no setor. Mesmo com o aumento dos leitos do hospital, da UPA de Patos, se a população não tiver consciência, esses leitos serão rapidamente ocupados como já estão agora, quando atingimos 100% de nossa ocupação de UTI Covid”, alerta Dr. Pedro.

Expectativa das autoridades

“As medidas restritivas de circulação e de funcionamento do comércio, empresas e empreendimentos nos últimos 15 dias, por causa dos decretos do Estado e municípios, devem ter contribuído para reduzir a circulação do vírus e, consequentemente, isso deverá se refletir nos próximos dias na redução do número de infectados. Essa é, pelo menos, a expectativa das autoridades sanitárias e a nossa, mas é preciso que a população não relaxe mantendo os cuidados e medidas preventivas, como o uso de máscaras, a higienização constante das mãos e a obediência ao distanciamento seguro entre as pessoas pode ajudar a reduzir o contágio. A nossa preocupação é que não adoeça tanta gente, num mesmo tempo, porque a capacidade de atendimento das unidades de saúde é limitada”, reitera Francisco Guedes, lembrado que o Complexo tem 32 leitos de UTI e outros 32 leitos de enfermaria Covid e que o Hospital Noaldo Leite que funciona, atualmente, como um anexo do Complexo no suporte ao atendimento de pacientes com coronavírus, tem mais cinco leitos de UTI e outros 12 de enfermaria clínica Covid.

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