Força-tarefa é montada para levar bebê de helicóptero de Patos para Fortaleza
Por News Comunicação Terça-Feira, 9 de Fevereiro de 2021
Este último domingo (07) foi atípico na Maternidade Dr. Peregrino Filho, de Patos. Isto porque, pela primeira vez na história da unidade, foi formada uma força-tarefa, que incluiu até um helicóptero, para levar um bebê em segurança para o Hospital do Coração, na cidade de Messejana, no distrito de Fortaleza (CE).
A recém-nascida não nasceu em Patos, mas, na cidade de Aurora, e foi regulado inicialmente para Cajazeiras e depois para a Peregrino Filho, onde permaneceu durante 17 dias sob os cuidados da equipe da UTI Neonatal da unidade com apoio da Rede Cuidar da Paraíba. A pequena Laiara Feliciano da Silva, filha de Keliane França, apresentou uma complicação cardíaca poucos dias após seu nascimento.
“Nós acolhemos a recém-nascida durante 17 dias até este domingo quando conseguimos regular ela para o estado de origem. Ela chegou a nossa unidade com suspeita de cardiopatia congênita do canal dependente, uma condição que requer administração de pouco oxigênio, assim como uso de prostaglandina para manter a permeabilidade do canal arterial do RN.
A suspeita confirmou-se através da realização do ecocardiograma de triagem realizado pela equipe da neonatologia e procedeu-se o acolhimento às demanda clínicas inerentes à patologia”, explica a diretora geral da Maternidade de Patos, Railda Gomes. Ela lembra que a RN foi colocada em ambas as regulações, a da Paraíba e do seu estado de origem, o Ceará.

Laiara Feliciano da Silva, que neste domingo completou 26 dias de nascida, foi diagnosticada com cardiopatia congênita do canal dependente, ou seja, uma condição que requer administração de pouco oxigênio. A suspeita confirmou-se através da realização do ecocardiograma de triagem realizado pela equipe da neonatologia da Maternidade de Patos, onde houve o acolhimento às demandas clínicas inerentes à patologia, pelo período de 17 dias, quando esteve internada lá. “Essa é uma cardiopatia complexa, na qual a artéria pulmonar que leva o sangue para os pulmões oxigenar não se desenvolveu.
E o fluxo que vai para os pulmões depende de uma estrutura que se chama CANAL ARTERIAL, que nesse momento inicial deixamos com medicações para não fechar. Mas temos que fazer o fluxo definitivo para os pulmões, é isso se dá através de intervenção cirúrgica ou cateterismo”, afirma a responsável pela equipe de Neonatologia da Dr. Peregrino, Dra Vandezita Dantas Mazarro, que foi quem esteve à frente de todo o caso desde a acolhida da RN até a transferência neste domingo.
Rede Cuidar
“Esse recém-nascido precisava de um suporte especializado na área da cardiologia. Acionamos as referências na área, tanto na Paraíba como no Ceará, para potencializar e agilizar o tratamento urgente. E o acolhemos com os cuidados necessários durante sua permanência em nossa unidade e de comum acordo, com a família, acionamos o seu estado de origem, para assim dar mais celeridade ao processo de transferência”, destaca a médica, lembrando que a Maternidade Dr. Peregrino Filho, de Patos faz parte da Rede Cuidar Paraíba, que integra as maternidades públicas de todo estado.
A Rede funciona, em tempo integral, durante todo o ano e tem como um de seus principais objetivos a busca ativa de crianças com cardiopatias que, ao serem diagnosticadas com problemas, passam a receber tratamento especializado, inclusive com acesso a procedimento cirúrgico, quando necessário.

Depoimento da mãe
Para a mãe da RN, Keliane França, fica o agradecimento por contar com o apoio de muitas pessoas, desde as médicas que diagnosticaram a gravidade do quadro em sua cidade de origem até todos os profissionais que acompanharam sua despedida da Maternidade de Patos. “Primeiro agradeço a Deus por minha filha estar viva e ter tido todo o suporte necessário para sobreviver nestes primeiros dias.
Foram tantas pessoas que me ajudaram desde o nascimento dela que nem dá para citar todos aqui”, diz ela, que afirma que na cidade onde a bebê nasceu à pediatra não identificou o problema, chegando a dizer que a bebê dela estava ótima. “Minha filha foi tão bem cuidada em Patos, eu também e meu esposo, que nem tenho palavras para expressar minha gratidão aos médicos, enfermeiros, as assistentes sociais enfim, a todos que se uniram para salvá-la. Eles fizeram tudo o que puderam. Minha filha nas mãos de Deus e da equipe da Maternidade foi muito bem cuidada”, afirmou Keliane França.