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Pesquisa conjunta da UFPB e UEPB restaura cultivo da batata doce no Sertão da Paraíba

Por Jornal da Paraíba   Quarta-Feira, 22 de Janeiro de 2020

A aplicação do sistema de gotejamento tem contribuído para a restauração da cultura da batata doce, de casca roxa, na região do Sertão paraibano. A técnica tem sido aprimorada através de uma pesquisa desenvolvida por professores e alunos do Centro de Ciências Humanas e Agrárias (CCHA) da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), no Campus de Catolé do Rocha, em parceria com a Universidade Federal da Paraíba (UFPB).

O estudo do grupo “Solaplant”, coordenado pelos professores Evandro Franklin de Mesquita, Irton Miranda dos Anjos e Irinaldo Pereira da Silva Filho, dos cursos de Licenciatura em Ciências Agrárias, Agronomia e do Curso Técnico em Agropecuária da UEPB, visa a resgatar não apenas da cultura da batata doce na região, como também do quiabo, da abobrinha, melancia, entre outros cultivos.

De acordo com o professor Evandro, no Nordeste, especificamente no Estado da Paraíba, há a necessidade de adoção de técnicas agronômicas eficazes para o convívio sustentável no semiárido, a exemplo da adubação com silício e maior eficiência do uso da água pelas plantas. O silício, segundo o docente, é um elemento mineral que tem despertado interesse por parte dos pesquisadores, devido aos benefícios que traz a algumas culturas agrícolas. Porém, é necessário o desenvolvimento de estudos para averiguar sua importância e essencialidade para a nutrição mineral em regiões semiáridas.

Professor Evandro explica que o método de irrigação utilizado na pesquisa é o localizado, com vazão de 1,2 litro por hora, com sistema por gotejamento, que se caracteriza pela eficiência do uso da água e consiste em aplicar água no solo próximo ao sistema radicular da cultura, em pequenas pressões e vazões, mas com elevada frequência.

“Numa região em que a evaporação de referência pode chegar até 10 milímetros por dia, o uso da irrigação localizada é uma necessidade para a agricultura, o que significa menor quantidade de água evaporada da superfície do solo e, consequentemente, que a quantidade de água aplicada seja maximamente utilizada pela cultura”, destaca o pesquisador.

Resultados

No primeiro ciclo da cultura foi constatada produtividade comercial máxima de 23,6 e 13,2 toneladas por hectare, quando foram adubadas com 0,96 e 0,95 gramas de dióxido de silício por planta, irrigadas com 100% e 50% Evapotranspiração de cultura (Etc), sendo superiores às médias da Paraíba e do Brasil, cujos valores são de 7,8 toneladas por hectare e 14,5 toneladas por hectare, respectivamente.

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