MPPB vai analisar áudio vazado de reunião entre Cartaxo e secretários supostamente negociando propina
Por PB Agora com Paraiba Já Sexta-Feira, 29 de Março de 2019
O Ministério Público da Paraíba (MPPB) vai analisar o conteúdo do áudio vazado de uma reunião entre o prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo (PV), e os atuais secretários Adalberto Fulgêncio e Diego Tavares, envolvendo supostamente a negociação de propinas. A informação foi confirmada, na tarde desta quinta-feira (28), pelo órgão ao portal PB Agora.
De acordo com informações fornecidas pelo MPPB, caso seja evidenciada a prática de algum ilícito, o Ministério Público tomará as medidas cabíveis, no que tange a lei.
“O Ministério Público da Paraíba vai analisar o áudio e o conteúdo da gravação, e tentar identificar algum dado concreto. Evidenciada a prática de algum ilícito adotará, como de costume, todas medidas cabíveis ao caso”, informou o MPPB, através de sua assessoria de imprensa.
Saiba o que é ’00’ e ’25’ do áudio da reunião entre Cartaxo e secretários
Citado diversas vezes no áudio vazado da reunião entre o prefeito de João Pessoa Luciano Cartaxo (PV) e os atuais secretários do município, Adalberto Fulgêncio e Diego Tavares, os termos “00” e “25” trouxeram dúvidas.
+ Cartaxo, Fulgêncio e Diego são flagrados supostamente negociando propina
De acordo com o Demonstrativo da Despesa por Fonte de Recurso, documento emitido pela Prefeitura Municipal de João Pessoa, “00” e “25” são fonte de recursos do município.
“00” representa os recursos ordinários do município. Já “25” seria a fonte do Sistema Único de Saúde (SUS).
Confira documento da PMJP:


O caso
O prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo (PV), e os secretários Adalberto Fulgêncio e Diego Tavares, das Secretaria de Saúde e Desenvolvimento Social respectivamente, foram flagrados em um áudio supostamente negociando propina. Possivelmente a reunião aconteceu durante o período eleitoral do ano passado. O áudio foi divulgado nesta quinta-feira (28), na coluna de Wellington Farias, no portal PB Agora. Ouça o áudio na íntegra.
Cartaxo pede ao MP investigação de rede ilegal de 'arapongagem' que atua contra a Prefeitura de JP
O prefeito Luciano Cartaxo, através dos advogados Carlos Pessoa de Aquino e Eduardo de Araújo Cavalcanti, acionou o Ministério Público do Estado, na tarde desta quinta-feira, requerendo a abertura de investigação para apurar a atuação de uma rede de arapongagem, ilícita e criminosa, responsável por produzir materiais caluniosos e difamatórios contra os agentes públicos da administração Municipal de João Pessoa.
De acordo com os advogados, a rede de arapongagem tem como sistemática a realização de grampos ilegais, com a finalidade de capturar, clandestinamente, conversas privadas, com o objetivo de, posteriormente, produzir notícias fraudulentas, distorcendo o conteúdo da mídia através de cortes, trucagens, montagens e edições para criar a falsa impressão de irregularidade.
Para os advogados Carlos Aquino e Eduardo Cavalcanti, a prática de realização de grampos é grave, porque, além de tendente a prejudicar a honra objetiva dos agentes públicos, também representa a ocorrência de espionagem ilícita, que viola direitos constitucionais.