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Supermercados não vão poder vender remédios nas prateleiras; entenda o que muda com a nova lei

Por G1   Terça-Feira, 24 de Março de 2026

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionou a lei que permite que medicamentos sejam vendidos em supermercados.

Na prática, a lei permite que supermercados tenham uma área dedicada à venda de medicamentos, desde que esse espaço funcione como uma farmácia de fato — com regras próprias, controle técnico e separação do restante da loja.

A medida já está em vigor. Algumas redes de supermercado, como a Assaí, já vinham anunciando a instalação de farmácias próprias dentro dos mercados assim que a lei fosse aprovada.

Supermercados vão poder vender remédios — Foto: Reprodução/EPTV

Supermercados vão poder vender remédios — Foto: Reprodução/EPTV

 

Veja abaixo o que muda na prática:

 

 

  • Supermercados passam a poder ter farmácias, mas sem venda em gôndolas comuns

 

A nova legislação autoriza a instalação de drogarias nesses espaços, mas mantém a proibição de expor medicamentos junto a alimentos ou outros produtos.

 

  • Área deve ser exclusiva e funcionar como uma farmácia independente

 

O espaço precisa ser delimitado, separado do restante do supermercado e seguir as mesmas regras sanitárias de uma drogaria tradicional.

 

  • Presença de farmacêutico continua obrigatória durante todo o funcionamento

 

O profissional deve estar fisicamente presente para orientar os pacientes e garantir o controle na dispensação.

 

  • Vai ser permitida venda de medicamentos controlados

 

Medicamentos controlados exigem receita, que fica retida, e só podem ser entregues após o pagamento — com transporte lacrado se o caixa for fora da farmácia.

 

  • Operação pode ser do próprio supermercado ou de uma rede licenciada

 

O espaço pode funcionar como uma farmácia própria ou ser operado por uma drogaria já autorizada.

 

O que diz o setor farmacêutico?

 

Para a Associação Brasileira de Farmácias e Drogarias (Abrafarma), o texto sancionado representa um avanço em relação a propostas anteriores, que previam a venda de medicamentos diretamente em gôndolas, sem controle técnico.

Segundo a entidade, a versão final da lei incorporou pontos considerados essenciais, como a exigência de cumprimento das normas sanitárias, a presença contínua de farmacêutico e a garantia de rastreabilidade dos medicamentos.

“O dano foi minimizado. Conseguimos evitar a aprovação de dispositivos que poderiam levar à banalização dos medicamentos”, disse o CEO da Abrafarma, Sergio Mena Barreto, em nota.

A associação afirma ainda que o modelo aprovado reforça o entendimento de que medicamentos são produtos que exigem controle e não devem ser tratados como itens de consumo comum.

 

O que diz o Conselho de Farmácia?

 

O Conselho participou da discussão do projeto e considera o texto uma vitória, diante da forma como ele vinha sendo discutido. Inicialmente, a regra previa venda de medicamentos em gôndolas dos supermercados.

“O dano foi minimizado. Conseguimos evitar a aprovação de dispositivos que poderiam levar à banalização dos medicamentos. Agora, caberá aos órgãos fiscalizadores cumprir seu papel e garantir o efetivo cumprimento da legislação”, disse Walter Jorge, presidente do CFF.

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