Carteiros paralisam atividades em Patos após deflagração de greve nacional da categoria
Por José Filho Quarta-Feira, 20 de Setembro de 2017
A greve foi deflagrada na noite desta terça-feira (19) durante assembleia geral. Com isso, carteiros em todo o país cruzaram os braços a partir desta quarta (20). Em Patos, um grupo de trabalhadores da categoria se reuniu na calçada da agência, na zona central da cidade, levando ao conhecimento da população a pauta de reivindicações.
Carlos Viana, diretor do Sindicato dos Trabalhadores em Correios e Telégrafos da Paraíba (SINTECT-PB) em Patos, acusa a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) de se recusar em negociar a campanha salarial da categoria. “Ela quer implantar as novas mazelas do ‘acabou-se’ da reforma trabalhista, onde, até agora, só ditou perca de direitos históricos como a contratação por concurso público. Nós repudiamos essa tentativa do governo Temer e, consequentemente, da direção da ECT. Não negociou: é greve”, afirmou.
Em alguns pontos do Brasil as agências foram totalmente fechadas já a partir dessa quarta. Em Patos, apenas os carteiros cruzaram os braços até o momento. Mas, ainda de acordo com Viana, a tendência é de que o movimento cresça nos próximos dias havendo a adesão de funcionários de outros setores da agência. “Tanto a parte de atendimentos, quanto os da parte de distribuição que somos nós, carteiros, estamos parados em alguns lugares. Já em outros locais, como Patos, a adesão está acontecendo gradativamente, pois, ninguém está aceitando a perca de direitos”, disse.
Para que a população não fique sem acesso às suas correspondências com a greve, Carlos Viana orienta que as pessoas se dirijam ao centro de distribuição dos Correios, localizado no bairro da Liberdade, próximo ao engarrafamento Coroa, de segunda a sexta-feira no horário das 8 às 11 da manhã. Ainda não existe informação se esse horário será estendido ou se será reduzido em virtude da greve.