Carregando...
Por favor, digite algo para pesquisar.

Paraíba registra menor taxa de desemprego desde 2012, aponta IBGE

Por Lara Ribeiro   Sábado, 16 de Agosto de 2025

De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgados nesta sexta-feira (15), a taxa de desocupação, também conhecida como taxa de desemprego, na Paraíba caiu para 7% no segundo trimestre de 2025, o menor índice já registrado desde o início da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) Trimestral, em 2012.

O resultado representa queda de 1,7 ponto percentual em relação aos três primeiros meses do ano, quando o desemprego estava em 8,7%.

O indicador confirma a trajetória de redução observada nos últimos anos no estado: 12,3% em 2022, 10,4% em 2023, 8,7% em 2024 e agora 7%. Apesar do avanço, a taxa paraibana segue acima da média nacional (5,8%), mas está abaixo da nordestina (8,2%). No ranking nacional, foi a 11ª maior taxa, mas a 3ª mais baixa do Nordeste.

O levantamento estima ainda que havia 126 mil paraibanos desocupados (pessoas que não estavam trabalhando) no período, mas que buscavam empregos ativamente. Esse número representa uma redução de 18,6%, menos 28 mil pessoas, em relação ao segundo semestre de 2024.

Ao mesmo tempo, o número de pessoas ocupadas na Paraíba alcançou 1,665 milhão no segundo trimestre deste ano, o maior contingente já registrado na série histórica. Em comparação com o trimestre anterior, houve aumento de 2,7% (mais 44 mil trabalhadores).

No segundo trimestre de 2024, o crescimento foi de 2,3% (mais 38 mil ocupados), resultado que, segundo o IBGE, estatisticamente indica estabilidade.

O nível de ocupação, proporção de pessoas com trabalho em relação à população em idade de trabalhar (14 anos ou mais), chegou a 50,3% no 2º trimestre, mantendo tendência de alta desde 2022, quando estava em 45,3%. Apesar do avanço, o índice é o 8º menor do país e está abaixo da média brasileira (58,8%), embora levemente acima da regional (50%).

A expansão anual no número de ocupados foi impulsionada pelo crescimento de 10% (mais 71 mil) no contingente de empregados no setor privado, com destaque para trabalhadores com carteira assinada (alta de 9,4%, mais 37 mil) e sem carteira (10,6%, mais 34 mil). O emprego doméstico também cresceu 9,7% (mais 10 mil), especialmente entre os sem carteira (8 mil).

Entre os empregadores, houve aumento de 8,4% (mais 6 mil), puxado pelo crescimento expressivo de 47% (mais 8 mil) no grupo sem CNPJ. Já os empregadores com CNPJ caíram 4,1% (menos 2 mil). Por outro lado, o trabalho por conta própria caiu 5,4% (menos 22 mil pessoas), devido principalmente à redução de 7,5% entre os que não possuem CNPJ.

A população ocupada informalmente aumentou 2,8% no último ano, passando de 816 mil para 839 mil pessoas. Com isso, a taxa de informalidade ficou praticamente estável, passando de 50,2% para 50,4%. O índice está alinhado à média do Nordeste (50,3%), mas permanece muito acima da média nacional (37,8%), sendo o 7º mais alto do Brasil.
O rendimento médio mensal real habitual da Paraíba foi de R$ 2.421 no segundo trimestre, levemente acima da média do Nordeste (R$ 2.404), mas muito abaixo da nacional (R$ 3.477). Apesar de estar em trajetória de alta desde 2023, o valor ainda não recuperou o pico da série, alcançado em 2022 (R$ 2.478).

« Voltar

Veja também...

ALERTA

Inmet divulga alerta de baixa umidade em Patos e 65 cidades da Paraíba

Publicado em Domingo, 31 de Agosto de 2025
Inmet divulga alerta de baixa umidade em Patos e 65 cidades da Paraíba

TV 40 Graus

Click 40 Graus

RITA REINERT

Rita Reinert: Uma ninfeta de tirar o fôlego

Publicado em Domingo, 17 de Agosto de 2025
Rita Reinert: Uma ninfeta de tirar o fôlego