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Minha Casa, Minha Vida: veja as novas regras e faixas de renda do programa

Por G1   Domingo, 29 de Março de 2026

O governo federal anunciou uma nova série de atualizações para o Minha Casa, Minha Vida, o principal programa de habitação popular do Brasil. As mudanças, apresentadas pelo Ministério das Cidades e validadas pelo Conselho Curador do FGTS, buscam garantir que o programa continue acessível mesmo com o reajuste do salário mínimo, que subiu para R$ 1.621 em 2026.

Atualmente, o programa é o motor do mercado imobiliário nacional, representando mais de 50% das vendas de imóveis novos no País — chegando a 64% em capitais como São Paulo.

O que muda para o consumidor?

A principal alteração ocorre no teto das faixas de renda. O ajuste evita que famílias que tiveram ganho real no salário sejam “empurradas” para faixas com juros mais altos, perdendo o subsídio.Segundo analistas de mercado, a frequência maior de ajustes (que antes demoravam até três anos para ocorrer) tem três objetivos claros:

Poder de Compra: Com a inflação e a alta dos custos de construção (INCC em 6,1% em 2025), os valores precisavam subir para que as famílias conseguissem financiar imóveis de qualidade.

Meta de Governo: O governo elevou a meta de contratações de 2 milhões para 3 milhões de unidades até o fim do ciclo. Para isso, precisa acelerar as vendas em 2026.

Inclusão da Classe Média: Ao elevar os tetos das Faixas 2 e 3, o programa passa a atender famílias que hoje não conseguem arcar com os juros dos financiamentos imobiliários convencionais dos bancos privados.

O que esperar dos preços?

Se por um lado o ajuste facilita a aprovação do crédito, por outro, pode pressionar os valores de venda. Empresas do setor, como a Cury e a MRV, já indicaram que as novas regras permitem ampliar o volume de lançamentos e, em praças com alta demanda, recompor margens de lucro através do aumento de preços.

Para a coordenadora da FGV, Ana Maria Castelo, o consumidor deve ficar atento: “Na hora que aumenta o valor do imóvel, o orçamento do programa precisa crescer na mesma proporção para que o número de unidades contratadas não diminua”.

Guia rápido: como participar

Para quem deseja aproveitar as novas condições em 2026, o passo a passo básico permanece:

  • Faixa 1: O cadastro geralmente é feito via prefeituras ou entidades organizadoras. O foco é em famílias de baixa renda com subsídios que podem chegar a 95% do valor do imóvel.
  • Faixas 2 e 3: A contratação é feita diretamente com as construtoras ou agências da Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil. É necessário apresentar comprovante de renda, documentos pessoais e não possuir imóvel próprio.
  • Uso do FGTS: O saldo do fundo pode ser utilizado para abater o valor da entrada ou amortizar as parcelas.
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