Paraíba é o 2º estado do Brasil com menos casos de meningite
Por Sabrina de Sá Quinta-Feira, 23 de Abril de 2026
A Paraíba aparece como o segundo estado com menor incidência de meningite no Brasil em 2026, de acordo com dados oficiais do Ministério da Saúde. O estado registra um coeficiente de 0,22 casos, ficando atrás apenas do Amapá, que apresenta índice de 0,13.
Apesar do cenário considerado positivo, a Secretaria de Estado da Saúde reforça a importância da prevenção, especialmente por meio da vacinação, principal forma de proteção contra a doença.
Em números absolutos, a Paraíba contabiliza 65 casos notificados em 2026, com 12 confirmações e 4 óbitos até o momento. Entre os casos confirmados, seis são do sexo masculino e três do sexo feminino.
A distribuição etária dos casos inclui:
- 2 pessoa com 60 anos ou mais
- 2 pessoa entre 40 e 49 anos
- 3 pessoas entre 30 e 39 anos
- 1 pessoa entre 20 a 29 anos
- 2 casos entre 12 e 19 anos
- 2 casos em bebês com menos de 1 ano
Além disso, o estado ainda possui 22 casos em investigação, 37 descartados e 1 inconclusivo.
Comparativo com 2025
Os dados mostram uma redução em relação ao ano anterior. Em 2025, a Paraíba registrou 248 notificações e 65 casos confirmados de meningite. Assim como neste ano, a maior parte dos casos foi registrada em pessoas do sexo masculino, representando cerca de 63% das confirmações.
Situação no Nordeste
No cenário regional, Pernambuco concentra o maior coeficiente de casos de meningite no Nordeste. Em 2025, o estado registrou 547 confirmações da doença. Já em 2026, são 68 casos confirmados, com maior incidência entre crianças e idosos.
A meningite pode ser causada por vírus, bactérias ou outros agentes infecciosos. A forma bacteriana é considerada a mais grave, podendo evoluir rapidamente e levar à morte se não houver tratamento adequado.
Entre os principais sintomas estão febre alta, dor de cabeça intensa, rigidez na nuca, vômitos e sensibilidade à luz.
As autoridades de saúde destacam que a combinação entre vacinação, diagnóstico precoce e atendimento rápido é fundamental para manter o controle da doença no estado.