Cobra jiboia é encontrada na BR-230 em Patos e entregue a Polícia Ambiental
Por Redação 40 Graus com Folha Patoense Quarta-Feira, 9 de Junho de 2021
O comerciante João Mota, residente no bairro Vila Mariana, em Patos-PB, deparou-se na manhã desta quarta-feira, 09/06, com uma cobra jiboia de aproximadamente dois metros. O animal tinha acabado de atravessar a BR-230 e estava nas proximidades de uma barraca de lanches, amedrontando os moradores.
Com receio que o animal fosse morto pelos moradores ou atropelado pelos veículos, ele o pegou e acionou o 3ª Companhia de Polícia Ambiental (CPAmb).
Os policiais foram até o local e recolheram a cobra para devolvê-la à natureza.
O ato do jovem foi bastante elogiado, pois evitou a possível morte do animal.
Sobre a espécie:
A jiboia, espécie não venenosa, é uma das mais comuns de se encontrar nos ambientes domésticos. Mas ao contrário do que se acredita, oferecer um terrário minimalista e climatizado não é o suficiente para abrigar uma serpente de estimação.
Veja abaixo os principais equívocos de quem decide ter uma serpente de estimação – e acredita que é fácil dar ao animal tudo o que ele encontraria na natureza.
1. Simplificar demais o ambiente
Esse é um dos primeiros equívocos que as pessoas cometem ao adquirir uma serpente de estimação.
Na natureza, uma jiboia pode estar em cima de uma árvore ou escondida entre as folhas no solo, por exemplo. Ela pode habitar tanto florestas tropicais quanto regiões semiáridas. E, como se não bastasse a falta de enriquecimento ambiental, o problema dos terrários domésticos está também no tamanho. Isso porque uma jiboia pode chegar a dois metros de comprimento e em cativeiro ela nunca vai poder se esticar. Uma cobra não vive o tempo todo enrolada.

Se esconder entre as folhas no solo é um dos comportamentos naturais da jiboia. (Foto: Célio Moura-Visual Hunt)
2. Ignorar riscos de transmissão de doenças
Longe de seu habitat natural, as chances de o animal ficar doente são maiores, já que ele provavelmente sofrerá de estresse crônico. A salmonela está entre as doenças que podem ser transmitidas ao criar uma jiboia em casa.
3. Oferecer apenas uma presa como alimento
Este é um ponto de atenção na criação das jiboias em cativeiro. Em geral, elas são alimentadas com apenas um tipo de presa, o que é bem diferente na natureza, onde ela pode se alimentar de roedores, lagartos, aves, entre outros animais. Além disso, por gastarem pouca energia é comum que jiboias domésticas fiquem obesas – e o sobrepeso pode comprometer suas funções.
4. Não saber quanto tempo vive uma jiboia
A jiboia pode viver, em média, 30 anos. Por isso é preciso que o tutor tenha alguém que cuidará do animal quando não puder mais fazê-lo. Afinal de contas, não é tão simples manusear e cuidar de um animal assim... O que leva aos casos de abandono ou devolução de jiboia – que são muito comuns.
« Voltar
