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O consumo de drogas melhora o apetite sexual?

Por Deusimar Wanderley - Psicólogo   Terça-Feira, 7 de Abril de 2026

O consumo de certas drogas poderá provocar nos seus usuários, mesmo que de forma momentânea, efeitos ou sensações agradáveis do tipo: desinibição, euforia, poder, virilidade, prazer etc. Isto é fato! É comum, por exemplo, algumas pessoas afirmarem que consomem drogas por ficarem mais sociáveis, extrovertidas, e também ajudam a esquecer, mesmo que por pouco tempo, os seus problemas.

Tais sentimentos por vezes provocados pelo consumo de certas drogas, embora reais, podem desaguar em grandes prejuízos orgânicos, sociais e psicológicos ou emocionais aos usuários que fazem uso indevido e abusivo destas substâncias.

Sabe-se que a ciência já descobriu e o mercado farmacológico disponibiliza nas farmácias e drogarias várias drogas que, se consumidas de forma adequada, criteriosa e sob supervisão médica, poderão ajudar não só a curar e ou remediar doenças em geral, mas também na melhoria do bem-estar dos seres humanos, inclusive no incremento e qualidade das atividades sexuais. Mas, é importante repetir que tais possíveis benefícios, são restritos apenas a aquelas substâncias cientificamente estudadas e comprovadas e não inclui as drogas, ilícitas ou não, comumente consumidas com fins recreativos.

Um estudo publicado recentemente por cientistas americanos da Universidade da Califórnia (EUA) faz revelações de certa forma surpreendentes. Em primeiro lugar, esses estudiosos comprovaram em suas pesquisas que, grande parte dos usuários acometidos de impotência sexual, são dependentes de algum tipo de droga.

Relatam os referidos especialistas que, quando o cérebro está entorpecido pelos efeitos dessas substâncias, não tem condições de comandar com exatidão a atividade biopsíquica do ser humano. Esse processo poderá ser melhor entendido se esclarecermos o seguinte: dentro do cérebro humano encontra-se a hipófise, uma glândula que sob a influência dos estímulos externos, segrega o hormônio que irá pela circulação pôr em funcionamento o mecanismo da ereção masculina. Evidentemente a influência da carga interna fica amortecida ou entorpecida pela droga e, consequentemente, torna-se incapaz de estimular uma função tão complexa que depende do bom equilíbrio do Sistema Nervoso Central. Portanto, chamam a atenção para o fato de que, mesmo sendo certas substâncias portadoras de efeitos desinibidores, estas podem reduzir consideravelmente a capacidade sexual dos seus usuários.

Também corroborando a afirmação dos estudiosos já citados, um outro estudo, feito por pesquisadores brasileiros, afirma que oitenta por cento dos usuários de drogas com fins recreativos, apresentam algum distúrbio sexual. Um dos fatores de tão alta incidência de disfunções sexuais, segundo esses especialistas, poderá estar relacionado ao fato de que algumas drogas, como nicotina, cocaína e outras, possuem efeitos vasoconstrictores, ou seja, diminuem a espessura dos vasos sanguíneos, ficando a vascularização sanguínea prejudicada. Como a ereção masculina é alicerçada num alto fluxo sanguíneo, uma vez esses vasos se encontrando com sua espessura diminuída pelo efeito das drogas, consequentemente a ereção estará comprometida.

Certamente tal efeito constrictor de algumas drogas é o que justifica a alegação comumente relatada por usuários de drogas que usualmente são consumidas de forma fumada, como: tabaco, maconha, crack etc., quando estes afirmam que normalmente só fumam após o ato sexual, e não nos momentos que antecedem a atividade sexual. Isto acontece exatamente porque estes usuários, mesmo não tendo conhecimentos científicos aprofundados em relação aos sintomas já citados, por experiência prática, já sentiram que não têm o mesmo desempenho de ereção caso utilizem a droga nos instantes antecessores à relação sexual.

Ademais, vale lembrar que este é apenas um dentre tantos outros prejuízos que estas substâncias provocam em seus usuários.

Como sabiamente falou o poeta e dramaturgo inglês Shakespeare, que segundo alguns relatos históricos, era consumidor contumaz de algumas substâncias psicoativas, especialmente de bebidas alcoólicas, “o álcool provoca o desejo, mas retira a performance”.

Assim, deve-se registrar que, mesmo sendo o ato de consumir drogas indevidamente uma decisão de cada pessoa, é importante que ela esteja bem informada sobre os possíveis, e geralmente prováveis, riscos e consequências que tal comportamento poderá acarretar a si e aos que estão em sua volta.

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