Acompanhamento psicológico ajuda pacientes e familiares no enfrentamento de doenças graves
Por José Filho Quarta-Feira, 4 de Outubro de 2017
O recebimento do diagnóstico de uma doença indesejada pode alterar o funcionamento familiar. Quando a doença diagnosticada é a AIDS ou o câncer, a percepção da finitude da vida torna-se presente e é muito comum que apareçam mitos e fantasias em torno do membro portador e do seu tratamento.
Sabe-se que o paciente que recebe o diagnóstico de câncer ou de AIDS reage de uma maneira diferente se comparado ao diagnóstico de outras doenças, pois, ainda existe uma crença de que tal diagnóstico está relacionado à dor, a tratamentos invasivos e à morte.
De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA), assim como ocorre com o paciente diagnosticado, sua família também sofre em função das dúvidas e insegurança advindas dessa notícia. Por isso, que a psicóloga Deise Dias defende o acompanhamento psicológico para o melhor entendimento sobre a doença.
“A importância do acompanhamento profissional por um psicólogo e em muitos casos, da necessidade de que um psiquiatra adentre nesse tratamento, é de extrema importância, pois, muitas vezes o portador da doença não saberá lidar com suas novas condições, com o tratamento ou com algo relacionado às suas limitações. Por isso é tão importante esse apoio profissional e até multiprofissional para que o paciente entenda todo o novo contexto de vida que está inserido”, afirma.
A psicóloga destaca ainda que a assistência por parte da família e amigos do portador da patologia torna o impacto do diagnóstico menos traumatizante. “Que seja de extrema valia, seja no diagnóstico de câncer, depressão, ansiedade, HIV e no que for. O apoio experiencial; da família é muito importante nessa nova condição de vida para que o portador se encoraje e tente ser resiliente a partir desse processo de descoberta e se reinventar tendo por ponto de partida esse novo contexto na qual é inserido”, pontua.