Campeã da Copa do Mundo, a Espanha dá sinais do início de uma dinastia no futebol com o ciclo praticamente perfeito sob o comando de Luis de la Fuente. Depois da frustrante eliminação nas oitavas de 2022, a equipe chegou ao bi no domingo amplo domínio sobre a Argentina na final.
O magro 1 a 0 nem de longe traduziu o domínio espanhol na decisão. Foram 63% de posse de bola, 20 finalizações criadas e apenas duas sofridas – sendo que as chances argentinas vieram já nos minutos finais da prorrogação. Basicamente, apenas o time comandado por De la Fuente jogou.
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Luis de la Fuente levanta a taça da Copa do Mundo após a conquista da Espanha — Foto: REUTERS/Hannah Mckay
Isto porque a Espanha atuou ao seu estilo, controlando o confronto com a bola. A estratégia teve mais problemas no primeiro tempo, quando a equipe até exagerou por não verticalizar tanto as jogadas, trocando passes em rotação baixa e só três finalizações.
Se Lamine Yamal era bem marcado por Tagliafico na ponta esquerda, Dani Olmo e Fabián Ruiz tinham dificuldade para acionar Oyarzabal por dentro, e Baena fazia um jogo ruim na esquerda.
Mas do segundo tempo em diante, a Espanha conseguiu empurrar a Argentina e cresceu com as entradas de Ferran Torres, o herói do título, e Pedri. Nico Williams, apesar do jogo inconstante, deu mais profundidade no lado esquerdo e uma inteligente assistência para o gol.
Com 15 finalizações no segundo tempo, o time espanhol só não comemorou o título no tempo normal pelas defesas de Dibu Martínez.
Seleção da Espanha levanta a taça de campeã da Copa do Mundo 2026
A partir da expulsão de Enzo Hernández, já nos acréscimos, o domínio se tornou ainda maior e virou vantagem no placar, mais do que justa, depois de 20 chances.
Luis de la Fuente pode voltar à Europa orgulhoso do ciclo que comandou. Conquistou a Liga das Nações em 2023, a Eurocopa em 2024, e agora a Copa do Mundo.
Além disso, fez a Espanha assumir a maior invencibilidade de seleções, com 38 jogos sem derrota. E jogando bola, sempre.
Ao se ver o que a Espanha fez nesta Copa do Mundo, e a escalação com jogadores ainda jovens, como Pedro Porro (26 anos), Cubarsí (que jogou muito e só tem 19), Pedri (23), Lamine Yamal (19), Nico Williams (24) e Ferran Torres (26), é possível estarmos vendo só o início de uma geração multicampeã. E que jogará em casa no próximo Mundial.