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Número de defesas de Matheus Cunha expõe fragilidade da defesa do Flamengo

Por Globo Esporte   Segunda-Feira, 24 de Julho de 2023

O jogo franco contra o América-MG, que conseguiu 16 finalizações em pleno Maracanã, apontou mais uma vez a fragilidade defensiva do Flamengo que Jorge Sampaoli precisa corrigir. Dificuldade que fica clara na exposição de Matheus Cunha, o goleiro que mais trabalha no Brasileirão.

Cunha fez 45 defesas, 11 delas consideradas difíceis, em 12 rodadas do Brasileirão. Em números absolutos, ele fica atrás apenas de Lucas Perri, do Botafogo, só que o jogador do rival tem quatro jogos a mais. Matheus tem a maior média do campeonato, com praticamente uma intervenção decisiva por partida do campeonato. A conta é do Espião Estatísico do ge.

 

Matheus Cunha, goleiro do Flamengo — Foto: Mateus Bonomi/AGIF

Matheus Cunha, goleiro do Flamengo — Foto: Mateus Bonomi/AGIF

 

Comparação com antecessores

O número chama atenção porque destoa do padrão do Flamengo dos últimos anos, desde que se colocou como uma das principais forças do futebol brasileiro. Desde 2018, nenhum antecessor precisou trabalhar tanto quanto o atual goleiro rubro-negro.

 

ge comparou Matheus com os jogadores da mesma posição que fizeram mais jogos pelo clube nos últimos campeonatos. Quem chegou mais próximo foi Hugo Souza, que teve média de 3,2 defesas por jogo em 2020. Em três edições, 2018, 2019 e 2021, Diego Alves não passou de 3 defesas por partida na média. Santos, na última temporada, chegou a 3,1.

 

Goleiros do Fla nos últimos campeonatos

 

Goleiros do Fla nos últimos campeonatos

Goleiro Ano Jogos Defesas Média
Diego Alves 2018 23 69 3
Diego Alves 2019 32 92 2,8
Hugo Souza 2020 23 73 3,2
Diego Alves 2021 26 74 2,8
Santos 2022 19 59 3,1
Matheus Cunha 2023 12 45 3,7

Fonte: Espião Estatístico

 

Consciência para defender

O assunto foi pauta na entrevista coletiva de Sampaoli no último sábado, após o 1 a 1 com o América-MG. O argentino criticou o comportamento da equipe no momento defensivo e pediu mais agressividade para recuperar a bola.

- Teremos que conscientizar o time que tem que defender. A característica do time é jogar e ficar mais tempo com a bola. Quando estiver no campo rival, o time tem que ficar entre 27 e 28 metros para não sofrer transições. Hoje (sábado), quando não prevaleceu o primeiro ataque, a equipe estava muito distante. Tivemos algumas situações para ganhar o jogo. Mas a realidade é que o time não compreendeu o jogo - disse.

 

Mudanças no time

 

A inconstância também passa pelas mudanças na escalação nos últimos meses. Antes definida, a dupla de zaga ganhou interrogação com a reserva de Fabrício Bruno, antes titular. Após voltar de lesão, o jogador perdeu posição para David Luiz, que tem desempenho cornetado pela torcida nesta temporada. Léo Pereira, que também reveza na posição, sofreu com problemas físicos recentemente.

No meio de campo, a dupla de volantes também teve mudanças em 2023. A começar pela saída de João Gomes ainda no início do ano. Depois, Thiago Maia, Erick Pulgar, Victor Hugo e Gerson jogaram no setor com formações diferentes. Agora, Allan surge como reforço de peso para ser titular, mas não jogou bem contra o América na primeira chance de iniciar uma partida.

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