FPF instaura inquérito para averiguar possível irregularidade do seu diretor executivo
Por Globo Esporte PB Sábado, 2 de Fevereiro de 2019
A Federação Paraibana de Futebol (FPF) vai investigar se Otamar Almeida está ou não exercendo de maneira irregular o cargo de diretor executivo da entidade. A suspeita é de que o dirigente estaria acumulando funções na FPF e também no Serrano-PB, onde ainda constaria como presidente. E esse acúmulo de cargos é terminantemente proibido pelo estatuto da Federação. Inclusive, o Treze foi à Justiça Desportiva questionar essa situação, que vai ser analisada também pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD).
Para esclarecer essa questão, a FPF instaurou um inquérito administrativo e nomeou uma comissão que vai avaliar o caso e que tem um prazo de até 30 dias para apresentar um parecer à presidenta Michelle Ramalho. Essa comissão é composta por três membros: José Bezerra Montenegro Pires, que é o advogado da Federação e vai presidir o trio; Tassiano Gadelha, ouvidor da entidade; e Luís Bráulio Melo, tesoureiro da FPF.
Otamar Almeida assumiu a presidência do Serrano-PB no início do ano passado. Mas, já no segundo semestre, assessorou a candidatura de Michelle Ramalho à presidente da Federação Paraibana. Com isso, já passou a viver mais de longe o universo do Serrano-PB. Com a eleição a advogada, ele foi cotado para assumir o cargo de diretor executivo da entidade, mas, para isso, precisaria abrir mão da presidência do Lobo da Serra.
E aí é que está a suspeita de infração, questionada pelo Treze. Ainda neste mês, o GloboEsporte.com trouxe uma reportagem, na qual indicava que Otamar Almeida não deixou, de fato, o cargo de presidente do Serrano-PB e passou a acumular os dois cargos: um no clube e outro na FPF.
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Documento assinado pela presidenta Michelle Ramalho, abrindo inquérito para averiguar a situação de Otamar Almeida junto à FPF — Foto: Divulgação / FPF
Otamar Almeida chegou a apresentar uma carta de renúncia ao cargo de presidente do Lobo da Serra, em documento datado em 21 de janeiro de 2019. O problema é que o dirigente foi oficializado como diretor executivo da FPF em novembro do ano passado. E o que ainda agrava a situação é que, de acordo o site da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Otamar permanece assinando documentos como mandatário do Serrano-PB, como na contratação do atacante Erivan pelo clube de Campina Grande.
O fato deixou a diretoria trezeana intrigada, levando o clube a abrir denúncia no Tribunal de Justiça Desportiva de Futebol da Paraíba (TJDF-PB). A reclamação do Treze foi encaminhada, de imediato, para o Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), onde vai ficar sob os cuidados do auditor corregedor Antônio Vanderler de Lima, que inclusive foi designado pelo STJD para ser o interventor aqui no estado.
Otamar, de sua parte, chegou a apresentar documentos para tentar comprovar a legalidade da sua função na FPF. O dirigente garante que quando assumiu o cargo de diretor executivo da Federação, já não tinha qualquer vínculo com o Serrano-PB. Segundo ele, inclusive, a falha foi do clube, que usou uma assinatura eletrônica sua no processo de contratação do atacante Erivan.
Fato é que essa comissão montada pela FPF para averiguar o caso tem até o dia 2 de março para concluir o inquérito administrativo e enviar o parecer para a presidente Michelle Ramalho, para que as medidas cabíveis sejam tomadas.