Governos de 5 estados se posicionam contra realização da Copa América no Brasil
Por G1 Segunda-Feira, 31 de Maio de 2021
O anúncio de que a Copa América 2021 será disputada no Brasil causou reações dos governadores dos Estados. Em meio a alta no número de casos de Covid-19, os Governos de Pernambuco, Rio Grande do Norte, Minas Gerais e Rio Grande do Sul e da Paraíba se posicionaram contra a realização da competição. Por outro lado, São Paulo, Bahia, Cuiabá e Amazonas se colocaram à disposição.
Primeiro a recusar a condição de sede, o governador de Pernambuco, Paulo Câmara (PSB), alegou o aumento dos números da Covid-19 no estado, que vive seu pior momento desde o começo da pandemia. Mesmo critério alegado pela governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra (PT), para rechaçar a participação da Arena das Dunas no evento e também pelo governador da Paraíba, João Azevêdo, que negou o envio de proposta do Estado relativa à Copa América.
Mais tarde, o Governo de Minas também se mostrou contrário à realização dos jogos da Copa América no estado, através de um comunicado para a imprensa.
O governador de São Paulo, João Dória Júnior (PSDB) deixou claro que o estado não irá se opor caso seja escolhido para sediar o local.
Mesma posição do Governador da Bahia, Rui Costa (PT). No caso de Salvador, a única exigência é para que os jogos ocorram sem qualquer participação de público.
Mostrando mais entusiasmo com uma possível participação de Cuiabá no evento, o Secretário de Cultura, Esporte e Lazer do estado de Mato Grosso, Alberto Machado, confirmou o desejo de ser uma das sedes da competição de seleções.
Ao longo do da reunião que definiu o Brasil como nova sede da Copa América, mencionou-se que o país tem estádios de Copa do Mundo ociosos, como Mané Garrincha em Brasília, Arena da Amazônia, Arena Pernambuco e Arena das Dunas em Natal.
A ideia inicial era colocar um grupo para jogar em Manaus e Brasília, o outro nos dois estádios do Nordeste. No entanto, Manaus foi descartada pela entidade. Veja abaixo a posição dos estados que se posicionaram.
Confira a situação de cada estado
Durante a reunião emergencial desta segunda-feira, quando a Conmebol decidiu realizar a Copa América no Brasil, citaram estados como Pernambuco, Rio Grande do Norte, Bahia, São Paulo e Amazonas como possíveis sedes.
Paraíba: contrário ao evento
Apesar da Paraíba não figurar na lista dos possíveis estados a receberem jogos, o governador João Azevêdo se posicionou publicamente contrário à realização da Copa América de Futebol no Brasil, na atual fase da pandemia da Covid-19.
De acordo com ele, a Paraíba não apresentará proposta em relação à Copa América, já refutada por países vizinhos.
Pernambuco: contrário
O governador Paulo Câmara determinou que o estado não fará parte das sedes, segundo pronunciamento via assessoria de imprensa.
Pernambuco tem 481.070 casos da Covid-19 e 15.807 mortes provocadas pela infecção. No último domingo, o estado registrou 2.168 infectados pelo novo coronavírus e 65 óbitos causados pela doença.
Rio Grande do Norte: contrário
A governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra (PT), fez o comunicado na tarde da segunda-feira, através das redes sociais. Confira a nota.
No último domingo, o Rio Grande do Norte tinha 106 pessoas esperando um leito de UTI para tratamento da Covid-19. A informação é do sistema Regula RN. O estado encontra-se em aceleração da pandemia.
São Paulo: sem oposição ao evento
Governo de São Paulo afirma que não se opõe a realização de jogos da Copa América no estado, desde que sigam os protocolos do Plano São Paulo. Veja a nota.
O secretário municipal de Saúde, Edson Aparecido, disse, no último sábado, que o pico de internações da terceira onda da Covid-19 na capital paulista deve acontecer no próximo dia 17 de junho. A Copa América deve iniciar dia 13 do mesmo mês.
Seis hospitais na cidade estão sem vagas e outros 10 passam de 80% de ocupação. O hospital da Brasilândia, na Zona Norte, que é referência para pacientes de Covid-19, está com 95% de ocupação.
Bahia: sem oposição
O governador Rui Costa afirmou através das redes sociais que, caso o estado receba partidas da Copa América, será mantida a proibição de torcidas nos estádios. Veja a nota.
A Bahia tem ocupação de 85% Leitos de UTI no estado. Na capital, taxa de ocupação das unidades intensivas para adultos chega a 81%.
Rio Grande do Sul: contrário
O governador Eduardo Leite emitiu um comunicado afirmando que não foi procurado por Conmebol ou CBF. Mas alerta que, mesmo que esteja aberto ao diálogo com autoridades, entende que a prioridade está no combate à pandemia. Veja a nota.
No Rio Grande do Sul, os números apresentam um quadro de estabilidade. A média móvel de mortes da última semana é de 106 óbitos diários. O indicador segue tendência de estabilidade, com aumento de 1% em relação há duas semanas.
Minas Gerais: contrário
O Governo do Estado divulgou um comunicado dizendo que “não considera prudente a realização de quaisquer eventos que envolvam aglomeração de pessoas”. Além disso, reforçou que “a presença das delegações internacionais demandaria esquemas especiais de segurança e sanitários para evitar riscos de aglomeração ou contágio”. Veja a nota acima.
Mato Grosso: sem oposição
O Secretário de Cultura, Esporte e Lazer do estado, Alberto Machado, confirmou o desejo de Cuiabá ser uma das sedes da competição. Veja a nota.
O Mato Grosso também está com alta nos casos. São 439 internações em UTIs públicas e 378 em enfermarias públicas. A taxa de ocupação está em 90,7% para UTIs adulto e em 42% para enfermaria adulta. Há doze hospitais em Mato Grosso com a taxa de internação em 100%. Todos os outros estão acima de 76%.
Amazonas: sem oposição
O Governo do Amazonas, através da Fundação Amazonas de Alto Rendimento (FAAR), informou que não foi notificada sobre a possibilidade de sediar a Copa América deste ano. Mas afirma que, caso seja, irá discutir os protocolos de prevenção para que as partidas aconteçam
Atualmente, o Estado soma 386.074 casos de Covid-19 e 12.978 mortes. Os números no Amazonas estão em queda. Em Manaus, segundo o site oficial do Governo, a taxa de ocupação de leitos clínicos é de 41%. Para UTI, o percentual de ocupação dos leitos é de 62%.