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Maioria dos brasileiros defende Neymar na Copa, diz Datafolha

Por O Globo   Quinta-Feira, 16 de Abril de 2026

A maioria dos brasileiros deseja que o técnico Carlo Ancelotti convoque Neymar para a Copa do Mundo de 2026 e inclua o atacante na lista dos 26 jogadores que será anunciada no dia 18 de maio. Segundo pesquisa Datafolha, divulgada nesta quinta-feira, 53% da população querem ver o jogador no Mundial.

De acordo com o levantamento, realizado entre os dias 7 e 9 de abril, 34% dos entrevistados são contrários à convocação do atacante, enquanto 8% se disseram indiferentes e 5% não souberam responder. Os dados indicam crescimento do apoio ao nome do jogador em relação à rodada anterior da pesquisa.

Em junho do ano passado, 48% dos brasileiros eram favoráveis à presença de Neymar na seleção, enquanto 41% se posicionavam contra. A nova sondagem mostra redução da rejeição e aumento da parcela que defende a inclusão do atacante na lista final.

O Datafolha ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 7 e 9 de abril, em 137 municípios. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

Principal nome do futebol brasileiro na década de 2010, Neymar chega ao momento decisivo da convocação cercado por dúvidas sobre sua condição física e desempenho recente. Nas últimas temporadas, o atacante acumulou problemas físicos e não conseguiu retomar o nível apresentado no auge da carreira, especialmente após a grave lesão no joelho esquerdo sofrida em outubro de 2023.

À época, o jogador já defendia o Al Hilal, mas teve pouca participação. Em pouco mais de um ano e cinco meses no clube saudita, entrou em campo apenas sete vezes, com um gol e duas assistências, sem conseguir sequência.

Desde então, Neymar soma 36 partidas pelo Santos — 28 em 2025 e oito em 2026 —, com 15 gols e sete assistências. Apesar de momentos pontuais de protagonismo, sobretudo na reta final do Brasileiro, o atacante enfrentou dificuldades para manter regularidade, em meio a novas lesões musculares e ligamentares.

No dia seguinte à declaração, o atacante teve atuação discreta no clássico contra o Corinthians. Logo depois, ficou fora da última convocação de Carlo Ancelotti antes da divulgação da lista final para a Copa do Mundo, aumentando a incerteza sobre sua presença no torneio.

 

Brasileiros não acreditam no hexa

 

A menos de dois meses da abertura da Copa do Mundo de 2026, a confiança dos brasileiros na seleção atinge o menor nível em quase três décadas. Segundo pesquisa Datafolha divulgada nesta quarta-feira (15), apenas 29% da população acreditam no título da equipe comandada por Carlo Ancelotti. O torneio será disputado nos Estados Unidos, Canadá e México.

No levantamento, a França aparece como principal alternativa ao Brasil, com 17% das menções, seguida por Argentina e Alemanha, com 4% cada. Outros países, como Portugal, Espanha, Estados Unidos e Inglaterra, foram citados por ao menos 1% dos entrevistados. A soma dos rivais (34%) supera o índice brasileiro, indicando perda de protagonismo histórico.

 

Queda histórica e divisão entre torcedores

 

O percentual atual renova o recorde negativo registrado em julho de 2025, quando 33% ainda apostavam no título após a chegada de Ancelotti. A pesquisa ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais em 137 municípios, entre 7 e 9 de abril, com margem de erro de dois pontos percentuais.

Há diferenças relevantes entre grupos. Entre homens, 26% confiam no hexa, contra 32% entre mulheres, empate técnico dentro da margem de erro. No público masculino, a França chega a aparecer numericamente à frente do Brasil, com 27%.

A percepção também varia politicamente: entre eleitores de Luiz Inácio Lula da Silva, 36% apontam o Brasil como favorito. Já entre apoiadores de Flávio Bolsonaro, o índice cai para 26%.

Apesar da estabilização recente, com classificação garantida e comando definido, a seleção ainda enfrenta questionamentos. A equipe não consolidou uma identidade em campo, enquanto a Confederação Brasileira de Futebol segue marcada por crises institucionais.

O pessimismo se reflete também nas projeções para o torneio: 46% dos brasileiros acreditam que o Brasil não passará das quartas de final, fase em que caiu nas Copas de 2018 e 2022.

Resultados recentes ajudam a explicar o cenário. A derrota por 2 a 1 para a França, mesmo com vantagem numérica em campo, expôs fragilidades. A vitória por 3 a 1 sobre a Croácia amenizou o ambiente, mas não dissipou dúvidas sobre a competitividade da equipe.

Desde 1994, o Datafolha mede a confiança no título brasileiro. Até 2014, os índices superavam 56%, com pico em 2006. Após o traumático 7 a 1 para a Alemanha, no Mundial disputado no Brasil, a relação entre torcida e seleção se deteriorou. Desde então, o favoritismo nunca mais se consolidou plenamente.

Agora, às vésperas de mais uma Copa, o país que construiu sua identidade em torno do futebol chega ao torneio sob um cenário raro: menos esperança do que dúvida.

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