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Filipe Luís tem potencial para atrapalhar a mesmice do futebol brasileiro

Por Alexandre Alliatti Globo Esporte   Quinta-Feira, 3 de Outubro de 2024

A estreia de Filipe Luís no comando do time principal do Flamengocom vitória de 1 a 0 sobre o Corinthians, diz pouco sobre o que podemos esperar dele como treinador. Ainda é muito cedo – ele teve 48 horas para tentar injetar alguma ideia nos jogadores. Mas tê-lo no cargo é uma boa notícia para o futebol brasileiro.

E é uma boa notícia não por algo que tenhamos visto em campo no jogo pela Copa do Brasil, não porque ele tenha se mostrado o salvador da pátria, o novo gênio definitivo. É boa notícia por um motivo mais prosaico: porque ele tem potencial para ser uma figura diferente das demais.

Não é todo dia que vemos o clube mais popular do Brasil ser treinado por um cabeludo apaixonado por astrofísica, cubo mágico, cinema e bandas de rock. Mas são as ideias de Filipe Luís como treinador que vão importar. É aí que devemos torcer por algo novo.

O Brasil vive um momento em que seus principais técnicos se assemelham muito – e em que o comandante da Seleção parece feito em laboratório para representar essa média. Fernando Diniz quebra essa mesmice. Alguns treinadores estrangeiros também. E Filipe Luís tem condições de fazer o mesmo. Justamente por isso, gostei da decisão do Flamengo de colocá-lo como substituto de Tite.

Filipe Luis estreia como treinador do Flamengo — Foto: Thiago Ribeiro/AGIF

Filipe Luis estreia como treinador do Flamengo — Foto: Thiago Ribeiro/AGIF

A primeira impressão em campo foi positiva. Duas decisões técnicas do novo comandante se mostraram acertadas. Léo Ortiz (Fabrício Bruno foi para o banco) teve atuação segura na defesa e ajudou o time na saída de bola. E Gabigol, retirado do ostracismo, quase fez um golaço de letra, teve um gol anulado por milímetros pelo VAR e, ainda fora de ritmo, conseguiu participar de algumas jogadas ao lado de Bruno Henrique e Arrascaeta – mexendo com a nostalgia do torcedor.

Outra mudança, essa já de ordem tática, foi a pressão alta na saída de bola do Corinthians, vista especialmente no primeiro tempo, quando o Flamengo foi muito dominante. Mas é difícil sustentar isso o tempo todo – o time precisa estar muito organizado e no auge físico. No segundo tempo, o Corinthians cresceu com a mudança tática de Ramón Díaz (que reforçou o sistema defensivo com a entrada de um terceiro zagueiro) e com um aparente desgaste do Flamengo. Quase empatou o jogo.

O Flamengo volta a campo neste sábado, contra o Bahia, às 19h, em Salvador, e depois terá quase duas semanas sem jogos. Aí, sim, poderemos ver melhor as ideias de Filipe Luís – e o efeito delas na luta por classificação para a final da Copa do Brasil.

Por  Alexandre Alliatti - Globo Esporte

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