Veja a entrevista de Abel Ferreira após a derrota do Palmeiras para o Atlético-MG
Por Globo Esporte Terça-Feira, 28 de Julho de 2026
– Preciso ter um time forte. Você não conquista títulos se desfazendo dos principais jogadores. A criatividade de como pagar as contas a presidente resolve.
Essas foram as palavras de Leila Pereira ao responder sobre a disparidade de valores necessários para atingir a meta de venda de jogadores, orçada em R$ 400 milhões pelo Palmeiras para 2026. Com R$ 78 milhões realizados até maio, o clube organiza saídas para fazer receita sem se desfazer do seu time titular. Então, como a diretoria pensa o cenário de vendas nesta janela?
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Flaco López comemora gol do Palmeiras contra o Flamengo — Foto: André Durão
Em 2025, o Palmeiras obteve um superávit contábil recorde, de R$ 292 milhões. O valor foi turbinado justamente por cerca de R$ 650 milhões em vendas de jogadores.
Em 2026, apesar da quantia prevista no orçamento, o principal norteador da diretoria e da comissão técnica é a manutenção de seus principais atletas.
Flaco López, por exemplo, se reapresentou no Palmeiras valorizado depois de disputar a Copa do Mundo pela Argentina, mas não está nos planos do clube uma negociação. Por isso, inclusive, que a diretoria recebeu e recusou uma proposta de 20 milhões de euros do Spartak Moscou, da Rússia. Na cotação atual, seriam cerca de R$ 116,6 milhões.
O Atlético de Madrid, da Espanha, mesmo antes da Copa, também fez sondagens pelo atacante, que diante das negativas do clube não avançaram para uma negociação.
Mesmo para nomes como o meia Mauricio, por exemplo, que se divide entre a reserva e a titularidade no time, seria preciso uma proposta financeiramente relevante para convencer a diretoria.
E não houve, até o momento, uma proposta considerada irrecusável por esses atletas principais, único cenário em que seria possível considerar uma negociação.
– O que eu quero mesmo é não perder ninguém, ou se perder jogadores que a gente entende que não vão fazer falta. Quero o elenco pronto para ter opções em todas as posições – disse Abel Ferreira, no domingo, ao ser perguntado sobre a negociação encerrada por Danilo, do Botafogo.
Diante disso, o Palmeiras trabalha principalmente em negociações de atletas menos utilizados no elenco e conta com ganhos por meio de jogadores que estão em outros clubes (e têm direitos ligados à equipe).
Veja a entrevista de Abel Ferreira após a derrota do Palmeiras para o Atlético-MG
Em maio, por exemplo, garantiu cerca de R$ 7 milhões com a negociação do meio-campista Pedro Lima, do AVS para o Sporting Lisboa, de Portugal.
O Palmeiras mantém direitos de mais de 100 atletas que estão em outros clubes e repete o formato mantendo percentuais de jogadores negociados agora.
Ainda que estas transferências menores deixem o clube distante da meta orçamentária, o Palmeiras entende estar saudável financeiramente para dar mais ênfase à parte esportiva, tendo a disputa do Brasileirão, da Copa do Brasil e da Libertadores até o fim do ano.
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Na semana passada, com a abertura da janela de transferências internacional, concluiu a venda do zagueiro Naves ao Necaxa, do México, por três milhões de dólares (R$ 15,3 milhões). E manteve 25% dos direitos econômicos do atleta pensando em uma futura venda.
Ao mesmo tempo, avançou com o empréstimo do atacante Luighi ao New York City, da Major League Soccer, dos Estados Unidos. Recebe 300 mil dólares (R$ 1,5 milhão) pela transferência neste momento e tem uma opção de compra de 6 milhões de dólares (R$ 30 milhões) prevista em contrato, mantendo 20% dos direitos do atleta para uma futura venda.
Negociações, portanto, que juntas rendem agora cerca de R$ 16,8 milhões ao clube (somando os três milhões de dólares e os 300 mil dólares na cotação atual), mas também preveem possibilidades de ganhos futuros.
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Luighi em Jacuipense x Palmeiras — Foto: Cesar Greco / Palmeiras
No elenco, há possibilidade ainda de negociações de outras Crias da Academia, como o zagueiro Benedetti, por exemplo, que perde espaço com a chegada de Barboza.
E durante a pausa para a Copa do Mundo, o clube aproveitou para preparar outros atletas formados na base, integrando-os a treinos no profissional. É o caso do zagueiro Koné, e dos atacantes Felipe Teresa, Miguel Bilong e Eduardo Conceição.
Eduardo, aos 16 anos, está entre os principais candidatos a próxima grande venda do clube. Acumula propostas recusadas, conversas com interessados no mercado europeu e agora trabalha para se desenvolver com o elenco de Abel Ferreira.