Pedrinho diz que venda da SAF do Vasco está adiantada e já passou por quatro fases
Por Globo Esporte Quarta-Feira, 14 de Janeiro de 2026
O presidente Pedrinho afirmou, em entrevista à ESPN, que a conversa com um investidor para a compra da SAF do Vasco está adiantada e passou por quatro fases. O dirigente não revelou o nome do eventual comprador. Segundo apuração do ge, trata-se de Marcos Faria Lamacchia, filho de José Lamacchia, marido de Leila Pereira, presidente do Palmeiras, e dono da Crefisa.
- O desejo por investidor é grande e cuidadoso para que seja um investidor responsável com a instituição. É difícil cravar (quando acontecerá), mas são conversas boas. Bem adiantadas com relação a outros NDAs (acordos de confidencialidade) assinados e que pararam bem no começo. Não tiveram seguimento. Lá atrás, o Marinakis (empresário grego) assinou o NAD e não andou em nada. Acho que foi mais jogar para a galera do que ter a intenção de investir. Não houve nada com a família Jereissati. Esse investidor agora passou a primeira fase, a segunda, a terceira e a quarta. Quer dizer que vai acontecer? Só posso afirmar quando assinar - afirmou Pedrinho.
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Presidente Pedrinho apreensivo no vestiário antes de enfrentar o Fluminense — Foto: Reprodução / Vasco TV
Filho de Lamacchia com uma das cinco herdeiras do banqueiro Aloysio de Andrade Faria, que faleceu em 2020 e foi fundador do banco Real, Marcos tem perfil discreto e poucas aparições públicas. Tem vida independente das empresas do pai e, por consequência, de Leila Pereira, atual mulher do pai José Lamacchia.
Lamacchia segue sendo personagem importante nas longas tratativas com a diretoria de Pedrinho. Ele acompanha todos os passos desde a ação do Vasco para retirar o controle da 777 Parteners, em maio de 2024, até a homologação da recuperação judicial.
Na mesma entrevista, Pedrinho afirmou que confia em uma fácil solução com a A-CAP, seguradora que assumiu o controle da 777 Partners e detém 31% das ações da SAF do Vasco.
- Com o possível investidor, a negociação é simples de acontecer. Até porque os valores que a 777 aportou são menores do que a dívida causada por eles. Acho que vai acontecer com naturalidade quando entrar o investidor - disse Pedrinho.
Hoje, a divisão de ações da SAF vascaína é a seguinte:
- 30% pertencem ao clube associativo
- 31% pertencem à 777, que os comprou em aportes desde 2022
- 39% em discussão na arbitragem.