Flamengo ainda não tem atacante para revezar com Pedro; entenda busca
Por Globo Esporte Sábado, 21 de Fevereiro de 2026
Quando Pedro não é titular, o técnico Filipe Luís costuma improvisar. Bruno Henrique e Plata geralmente são utilizados como substitutos do centroavante. No jogo de ida da Recopa Sul-Americana contra o Lanús, na Argentina, os camisas 9 e 27 começaram no banco, e o equatoriano cumpriu suspensão. A solução do técnico para ter um Flamengo mais intenso foi escalar Carrascal na referência do ataque.
A escolha não funcionou e levantou mais uma vez o questionamento: o Flamengo vai buscar um centroavante para revezar com Pedro? A primeira janela de transferências do futebol brasileiro se encerra em breve, no dia 3 de março. No momento não há movimentações.
A tendência é que a contratação de um centroavante siga como pendência para a diretoria atacar na janela do meio do ano. A principal tentativa do Flamengo foi a compra de Kaio Jorge, com proposta recusada pelo Cruzeiro. O clube avaliou outros nomes de peso, como Richarlison e Marcos Leonardo, mas esbarrou em obstáculos que foram além do poder de investimento. O atacante do Tottenham, por exemplo, não quer voltar ao Brasil neste momento. Já o centroavante do Al-Hilal recusou a investida rubro-negra na segunda janela de 2025.
Além disso, com a contratação de Lucas Paquetá, comprado do West Ham por 42 milhões de euros (R$ 260 milhões), o orçamento do Flamengo diminuiu consideravelmente. O clube só contrataria agora um atacante que pudesse chegar por empréstimo, projetando o investimento para a frente. Não há opções viáveis no mercado. O diretor de futebol José Boto entende que só valeria a contratação de um jogador de nível top e que chegaria para fazer a diferença no elenco:
— É muito difícil nesse momento reforçar o Flamengo, pelo elenco que tem, mesmo para repor algumas peças não é fácil, e para aumentar o nível é difícil. Para isso tem que ser jogadores com o valor de mercado do Paquetá. Sabíamos que a contratação de um jogador desse tipo inviabilizaria uma ou duas contratações que nós tínhamos em mente. O fato de ter sido o Paquetá, que pode fazer quatro ou cinco posições, fez com que decidíssemos avançar por essa contratação, porque, apesar de ter um impacto financeiro na janela, ela supriria as faltas que iríamos tentar resolver — explicou o dirigente em entrevista ao ge antes da Supercopa do Brasil.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_bc8228b6673f488aa253bbcb03c80ec5/internal_photos/bs/2025/6/N/BYKQ7pRKqwU5b6OaCYRA/gkuziajxaaaciip.jpg)
Pedro e Filipe Luís em treino do Flamengo — Foto: Gilvan de Souza / CRF
Junto com Filipe Luís, a diretoria diagnosticou a necessidade de contratar um centroavante com características diferentes das de Pedro. O camisa 9 foi titular em cinco dos nove jogos do time principal em 2026 e entrou em outros três — só não saiu do banco na semifinal do Carioca, contra o Botafogo. Ele tem dois gols e uma assistência.
Atacante mais improvisado na referência, Bruno Henrique tem dois gols e duas assistências em oito partidas (três como titular). Plata, nem sempre escalado como centroavante, marcou um gol em sete jogos (cinco como titular). Até Paquetá atuou por alguns minutos como centroavante. Os testes mostram que o treinador busca alternativas para escalar o time sem Pedro.
O departamento de futebol entende que a ausência de um centroavante nato para revezar com Pedro não é o grande problema do início de temporada ruim do Flamengo. O time tem apresentado falhas defensivas e sofreu gol nos últimos oito jogos. Além disso, tem encontrado dificuldades de criação, com Arrascaeta ainda longe do ritmo de 2025. São situações que precisam ser trabalhadas no dia a dia, junto com a confiança do elenco, para que o time retome a melhor versão.
De toda forma, as cobranças pela vinda de um homem-gol aumentaram no Flamengo devido aos tropeços no começo do ano e podem acelerar a busca até o fim da janela. A diretoria está de olho no mercado à procura de uma boa oportunidade.