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Como nova regra de estrangeiros vai impactar o futebol brasileiro? Veja por times

Por Globo Esporte   Terça-Feira, 22 de Setembro de 2026

A partir de 2027, o limite de atletas estrangeiros em clubes das Séries A e B, a constarem em súmula em jogos do Brasileiro, será diminuído. Atualmente, são 159 atletas considerados estrangeiros - distribuídos em 27 países - na elite nacional: média de oito por clube. Do total, 25% não nasceram no Brasil.

Atualmente, um clube pode listar em súmula até nove jogadores estrangeiros por partida pelo regulamento. A proposta aprovada pelos clubes prevê iniciar a redução com oito estrangeiros, em 2027, e chegar ao limite de cinco, em 2030.

 

Limite de estrangeiros é problema no Brasil? Seleção analisa

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Assim, a atual média se encaixaria dentro da nova realidade a partir do próximo ano. Dentro do elenco, cada clube pode ter quantos estrangeiros desejar, mas só pode listar em súmula a quantidade permitida pelo regulamento.

O levantamento contou com a ajuda de Gato Mestre.

 

Estrangeiros em cada clube:

 

 

  • Athletico-PR (11 estrangeiros): Carlos Terán, Tabares, Vargas, Alejandro García, Portilla, Viveros, Jorge Rivaldo e Mendoza (Colômbia), Lucas Esquivel, Benavidez e Zapelli (Argentina)
  • Atlético-MG (9 estrangeiros): Alan Franco, Alan Minda e Preciado (Equador); Borbas, Tomás Pérez e Cuello (Argentina); Cassierra e Kevin Castaño (Colômbia) e Mamady Cissé (Guiné)
  • Bahia (8 estrangeiros): Alejo Véliz, Guido Herrera, Lautaro López, Sanabria e Román Agustín Gómez (Argentina); Marco Moreno (Espanha); Michel Araújo e Acevedo (Uruguai)
  • Bragantino (8 estrangeiros): Herrera (Argentina); Mosquera e Weimar Palacios (Colômbia), Sosa (Uruguai); Sant'Anna, Guzmán Rodríguez (Uruguai), Isidro Pitta (Paraguai), Hurtado (Equador)
  • Chapecoense (5 estrangeiros): Borrero (Colômbia), Miguel Carvalho (Espanha); Franco Rossi (Uruguai); Bolasie (RD Congo) e Kevin Ramírez (Uruguai)
  • Corinthians (7 estrangeiros): Labyad (Marrocos); Garro e Angileri (Argentina); Milans (Uruguai); Carrillo (Peru); Lingard (Inglaterra); Memphis (Holanda)
  • Coritiba (7 estrangeiros): Nico Fonseca, Ocampo e Lavega (Uruguai); Bustos (Argentina); Sebastián Gómez e Ararat (Colômbia) e Josué (Portugal)
  • Cruzeiro: (9 estrangeiros): Viña e Lucho Rodríguez (Uruguai); Villalba, Romero, Rojas (Argentina); Sinisterra e Neyser Villarreal (Colômbia); Arroyo (Equador) e Peralta (Paraguai)
  • Botafogo (12 estrangeiros): Mateo Ponte, Lucas Monzón Lucas Villalba( Uruguai); Ferraresi (Venezuela); Medina, Montoro (Argentina); Domingos Andrade (Angola); Jhoan Hernández e Jordan Barrera (Colômbia); Loor (Equador); Ziyech (Marrocos) e Kadir (Panamá)
  • Flamengo (10 estrangeiros): Rossi e Freitas (Argentina); Arrascaeta, De la Cruz, Varela (Uruguai); Pulgar (Chile), Saúl (Espanha); Carrascal (Colômbia), Plata e Valencia (Equador)
  • Fluminense (9 estrangeiros): Acosta, Cano, Castillo e Freytes (Argentina); Millán, Serna (Colômbia); Canobbio (Uruguai); Savarino e Soteldo (Venezuela)
  • Grêmio (10 estrangeiros): Krovinovic (Croácia), Enamorado (Colômbia), Nardoni e Pavón (Argentina), Jovane Cabral (Cabo Verde), Noriega (Peru), Amuzu (Bélgica); Balbuena e Villasanti (Paraguai); Braithwaite (Dinamarca)
  • Internacional (10 estrangeiros): Rochet (Uruguai) Maripán (Chile); Félix Torres (Equador); Gabriel Mercado, Bernabei, Aguirre, Villagra (Argentina); Benjamin (Gana), Carbonero (Colômbia) e Sanabria (Paraguai); Eliasson (Suécia)
  • Palmeiras (8 estrangeiros): Barboza, Emiliano Martínez, e Piquerez (Uruguai); Flaco López e Giay (Argentina); Gustavo Gómez e Sosa (Paraguai); Jhon Arias (Colômbia)
  • Santos (6 estrangeiros): Caballero (Paraguai); Barreal, Escobar e Rollheiser (Argentina); Oliva (Uruguai); Miguelito (Bolívia)
  • São Paulo (7 estrangeiros): Duarte e Cedric (Portugal); Arboleda (Equador); Calleri e Enzo Diaz (Argentina), Buta (Angola), Bobadilla (Paraguai)
  • Vitória (6 estrangeiros): Brítez, Pochettino, Martínez, Tarzia (Argentina); Ismael (Portugal); Laquintana (Uruguai)
  • Vasco (11 estrangeiros): Puma Rodríguez e Saldívia (Uruguai); Andrés Gómez, Rojas, Hinestroza e Carlos Cuesta (Colômbia); Colídio, Lescano, Sosa e Spinelli (Uruguai); Nuno Moreira (Portugal)
  • Remo (6 estrangeiros): Andrés González (Colômbia); Tchamba (Senegal); Catarozzi e Tassano (Uruguai) Picco (Argentina) e Galeano (Paraguai)

 

 

Flaco López disputa jogada com Maripán em Palmeiras x Internacional — Foto: Marcos Ribolli

Flaco López disputa jogada com Maripán em Palmeiras x Internacional — Foto: Marcos Ribolli

 

Argentina tem mais representantes

 

A América do Sul domina entre os países com mais representantes. A Argentina lidera com 48 atletas. O Uruguai vem depois com 32. O Top-5 é completado por: Colômbia (27), Paraguai (13) e Equador (10).

Outros 21 países também são representados, entre os localizados na América do Sul, Europa e África: Portugal (7); Espanha, Itália e Venezuela (três, cada um); Peru, Chile, Angola, Gana e Marrocos (dois cada um). com um estão Bolívia, Cabo Verde, Guiné, Croácia, Panamá, Dinamarca, Holanda, Inglaterra, México, Suécia, Camarões e RD Congo.

 

Kannemman não é estrangeiro?

 

Há atletas que não entram na contagem. São jogadores com dupla cidadania, que nasceram no Brasil e defendem outras seleções ou aqueles com vínculos parentais com o país. São oito casos: Jorginho (Flamengo), Maurício (Palmeiras), Matheus Reis (Fluminense), Coronel e Rafael Tolói (São Paulo), Kannemmann (Grêmio), Elliasson (Suécia) e João Costa (Cruzeiro).

Jogadores contratados para o Sub-20 também não foram incluídos na lista do ge. Casos de Azambuja, do Athletico; Koné, do Palmeiras, Nicolás Talero e Alejandro Almaraz, do Vitória, e Sayago, do Flamengo.

O Mirassol é o único clube da Série A que não tem atletas estrangeiros.

 

Por que reduzir estrangeiros?

 

O objetivo da mudança gradual é evitar um impacto negativo nos clubes, considerando contratos já assinados. Bahia, Flamengo e Londrina votaram contra a mudança. O objetivo é dar mais oportunidades a atletas formados na base, que tiveram participação reduzida nos últimos anos.

Também foi aprovada uma mudança nas inscrições de jogadores para fomentar a formação dos jovens. A partir do ano que vem, os elencos poderão inscrever 50 atletas no Brasileirão, sendo que pelo menos 20 deles precisam ter até 23 anos. A ideia é que essa mudança também seja gradual e que, em 2030, a proporção seja de 25 jogadores de idade livre e 25 com menos de 23 anos.

Um dos fatores observados foi a média de idade dos jogadores do Brasileirão, de 28,5 anos, acima de outras ligas de destaque como Espanha (27), França (26) e Itália (26,1). Na visão da CBF, essa diferença leva a uma queda de desempenho dos atletas no país.

 

Como a regra de estrangeiros mudou?

 

A regra de limite de estrangeiros mudou no futebol brasileiro ao longo do tempo. Em 2013, eram permitidos três estrangeiros relacionados. O número aumentou para cinco em 2014, número que se manteve até 2022. O número saltou para sete em 2023 e chegou a nove em 2024, situação atual.

Nesse período, cresceu também a presença efetiva de estrangeiros nas partidas. Na Série A, 95 estrangeiros entraram em campo em 2022; em 2025, foram 162 e, em 2026, 146 já haviam sido utilizados até o momento do levantamento, com outros 13 inscritos e ainda em condições de estrear.

Uma das constatações feitas pela CBF é a de que as oportunidades para os jovens jogadores brasileiros está diminuindo e que essa redução pode "secar" a formação de atletas no país. A entidade considera que essa redução é causada, principalmente, pela chegada de estrangeiros mais experientes, que são utilizados em detrimento de jovens que ainda necessitam amadurecer.

Um levantamento feito pela CBF mostra que o movimento se intensificou a partir de 2023, quando o limite de estrangeiros foi aumentado para sete. A partir daí, o tempo em campo de jogadores de fora do país ultrapassou o dos jovens, que tiveram uma redução drástica.

 

Na Série B...

 

A realidade é bem diferente. São 52 estrangeiros distribuídos entre os 20 clubes participantes de 2026.

O América-MG, perto de ser rebaixado à Série C do Brasileiro, é o time com mais jogadores de fora do país: sete. Com seis vem o Ceará. Fortaleza, Athletic e Atlético-GO tem cinco atletas cada um. Com quatro estão Juventude, Novorizontino e Operário. Náutico e Sport têm três cada um.

América-MG é o time com mais estrangeiros na Sé — Foto: Gilson Lobo/AGIF

América-MG é o time com mais estrangeiros na Sé — Foto: Gilson Lobo/AGIF

O Criciúma tem dois jogadores de fora do Brasil. Com um estão Botafogo-SP, Goiás, Londrina e Ponte Preta. Cinco times da Série B não têm jogadores estrangeiros: Avaí, CRB, Cuiabá, São Bernardo e Vila Nova.

Em termos de nacionalidade, a Série B também segue o padrão da A. A Argentina é o país com mais representantes: 13. A Colômbia tem nove jogadores junto do Uruguai. Paraguai e Portugal têm quatro.

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