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Entenda os acordos costurados e os planos do Botafogo para o Nilton Santos

Por O Globo   Quinta-Feira, 25 de Agosto de 2022

Após reunião na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) entre o Botafogo e André Ceciliano (PT), foi retirado de pauta o projeto de lei que votaria ontem o tombamento da pista de atletismo do estádio Nilton Santos.

Segundo apurou o GLOBO, o Nilton Santos tem custado cerca de R$ 700 mil por mês ao Botafogo, que ainda não consegue lucrar com a operação. A ideia do alvinegro é transformar o estádio numa arena multiuso. Além de levar os torcedores para mais perto dos jogadores, vontade que John Textor, dono da SAF alvinegra, já manifestou em algumas oportunidades, o clube quer colocar o estádio no circuito de shows internacionais, como os que acontecerão em outubro, da banda inglesa Coldplay. A ideia do alvinegro e de Textor é fazer com que o estádio possa render lucro com restaurantes e espaços para eventos culturais como os que acontecem no galpão localizado no setor Oeste.

 

Rebaixar o campo

 

Para aproximar os torcedores do campo de jogo, o Botafogo pretende retirar a pista de atletismo, rebaixar o campo em cerca de dois metros e construir uma arquibancada.

— Os setores superiores continuariam onde estão, o camarote vai para a frente e aí haveria uma arquibancada de onde são os camarotes até o campo. É a ideia do John, uma obra gigantesca. Seria obra de um ano, teria que jogar em outros lugares (até terminarem as obras) — disse o presidente do Botafogo, Durcesio Mello, ao podcast “Glorioso Connection”.

O clube trabalhou para evitar que o projeto de lei do deputado Ceciliano fosse votado na Alerj. Representado por Durcesio Mello e pelo gerente jurídico da SAF, Jonas Marmello, no encontro na Alerj, o Botafogo ouviu que, para que o projeto de lei não siga, o clube poderia se comprometer a fazer uma nova pista no estádio Célio de Barros — o custo foi considerado alto —, que faz parte do complexo do Maracanã. Além disso, o alvinegro também deveria manter a pista externa do Nilton Santos aberta para treinos e competições nacionais. Todas as ideias discutidas na reunião serão levadas para John Textor, que analisará o que o clube pode oferecer.

As negociações precisam também envolver o governo estadual, proprietário do Célio de Barros, e a prefeitura do Rio, proprietária do Nilton Santos, arrendado ao Botafogo até 2051.

Procurados, o governo estadual e a prefeitura não se pronunciaram oficialmente.

 

Reunião da CBAt com paes

 

O presidente da Confederação Brasileira de Atletismo, Wlamir Campos, que disse ao GLOBO no início do mês que “iria ao Ministério Público” para evitar a retirada da pista do Nilton Santos, vai se reunir com o prefeito Eduardo Paes amanhã.

No caso do Célio de Barros, que teria uma reforma estimada em cerca de R$ 9 milhões, Ceciliano disse que seria possível a Alerj envolver recursos próprios para a Secretaria Estadual de Esportes realizar as obras.

Também presente na reunião, o ex-velocista Robson Caetano, atual superintendente da Secretaria Estadual de Esportes, defendeu que o mais importante é manter e preservar os equipamentos esportivos responsáveis pela formação de atletas.

Duas reuniões acontecerão entre a Comissão de Esportes da Alerj e a Câmara dos Vereadores. Em 14 de setembro, uma audiência pública será feita.

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