Um dos maiores ídolos do Flamengo, Adílio é velado na Gávea
Por Globo Esporte Terça-Feira, 6 de Agosto de 2024
Um dos maiores ídolos e símbolos do Flamengo, Adílio foi velado na manhã desta terça-feira por figuras importantes e torcedores na sede social do clube, na Gávea. Adílio, que tinha 68 anos, não resistiu a um câncer no pâncreas. Ele deixou três filhos - Sonny, Adílio Filho e Bruna - e a esposa Sônia.
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Velório de Adílio na sede do Flamengo na Gávea — Foto: Fred Gomes / ge
Vários ex-jogadores do Flamengo compareceram ao velório, realizado em um dos ginásios do clube. Andrade, amigo e companheiro de meio de campo durante a maioria dos títulos conquistados, chegou logo cedo. Os ex-jogadores do Fla Mozer, Zinho, Raul Plassmann, Jayme, Gilmar Popoca, Jônatas e Carlos Alberto (lateral-direito) também estavam presentes desde as primeiras horas.
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Andrade no velório de Adílio, na sede do Flamengo, na Gávea — Foto: Fred Gomes / ge
- É duro, doído, 68 anos, tinha muita coisa pela frente. Você nunca está preparado para a perda de um irmão. Sabemos que a morte é inevitável, mas nunca estamos preparados - disse Andrade, bastante emocionado.
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Zinho no velório de Adílio, na sede do Flamengo, na Gávea — Foto: Fred Gomes / ge
Conhecido como o "artilheiro das decisões", Nunes foi à Gávea se despedir do antigo companheiro Adílio. O ex-atacante marcou dois dos três gols da final do Mundial de 1981 contra o Liverpool; o camisa 8 fez o outro. Nunes foi visto conversando com Jayme de Almeida, ex-jogador do Flamengo e campeão da Copa do Brasil de 2013 como técnico.
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Nunes e Jayme de Almeida no velório de Adílio — Foto: Fred Gomes/ge
Outro grande companheiro de Adílio e ídolo do Flamengo a marcar presença foi o "Maestro" Júnior. Ubirajara, primeiro goleiro a marcar um gol pelo Flamengo, também foi à cerimônia.
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Ubirajara e Júnior no velório de Adílio, ídolo do Flamengo — Foto: Fred Gomes/ge
Maior ídolo da história do Flamengo, Zico chegou na sequência e logo deu um abraço em Júnior. O Galinho também conversou com o ex-presidente rubro-negro Márcio Braga, que comandou o Rubro-Negro em seis mandatos.
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Abraço de Júnior e Zico no velório de Adílio — Foto: Fred Gomes/ge
Bebeto e Leandro foram às lágrimas e se emocionaram muito na cerimônia. Piá, ex-lateral-esquerdo e campeão brasileiro com o Flamengo em 1992, também esteve presente.
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Bebeto e Leandro se emocionam em velório de Adílio — Foto: Fred Gomes/ge
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Piá, ex-lateral e campeão brasileiro de 1992 pelo Flamengo, no velório de Adílio — Foto: Fred Gomes/ge
Campeão da Copa do Brasil de 1990 e do Brasileiro de 1992 com o Flamengo, Nélio marcou presença no velório de Adílio. Douglas Silva e Jonatas também estiveram na cerimônia.
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Nélio, ex-jogador do Flamengo, no velório de Adílio — Foto: Fred Gomes/ge
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Jonatas e Douglas Silva no velório de Adílio — Foto: Fred Gomes/ge
O presidente do Flamengo, Rodolfo Landim, também esteve presente no velório de Adílio na Gávea, no ginásio Hélio Maurício.
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Presidente do Flamengo, Rodolfo Landim, no velório de Adílio — Foto: Fred Gomes/ge
Jogadores que foram rivais dentro de campo de Adílio também foram homenageá-lo na Gávea. Delei, ex-meia do Fluminense nos anos 1980l, foi um deles.
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Delei, ex-Fluminense, no velório de Adílio, no Flamengo — Foto: Fred Gomes / ge
A trajetória de Adílio no Flamengo
Nascido em 15 de maio de 1956, Adílio de Oliveira Gonçalves estreou nos profissionais do Flamengo em 27 de abril de 1975, quando tinha apenas 18 anos. O "Brown", como era chamado por seus companheiros por causa da adoração ao cantor americano James Brown, vestiu a camisa rubro-negra até 1987 e marcou 129 gols, tornando-se o 14º maior artilheiro do clube com 129 gols.
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Raul Plassmann no velório de Adílio no Flamengo — Foto: Fred Gomes / ge
Marcou na final do Mundial Interclubes e nas decisões do Carioca de 1981, contra o Vasco, e do Brasileiro de 1983, diante do Santos. O inédito pentacampeonato da Taça Guanabara, em 82, também em duelo com os vascaínos, foi conquistado com um gol do eterno camisa 8, nos minutos finais do jogo.
Com a camisa rubro-negra, ele conquistou cinco Cariocas (1978, 1979 duas vezes, 1981 e 1986), três Brasileiros (1980, 1982 e 1983), uma Libertadores e um Mundial de Clubes (ambos em 1981), com direito a gol nas finais do Mundial, contra o Liverpool, da Inglaterra; do Brasileiro de 1983, diante do Santos, e no Carioca de 1981, contra o Vasco. Em 2019, o Flamengo homenageou o ídolo com um busto, esculpido pelo artista Eduardo Santos, em sua sede na Gávea.
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Adilio em ação pelo Flamengo — Foto: Reprodução
Além do Flamengo, jogou também por Coritiba, Barcelona de Guayaquil (Equador), Alianza Lima (Peru) e, no fim da carreira, por clubes do interior do Rio de Janeiro, como América de Três Rios, Friburguense e Barreira.
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Busto de Adílio na sede do Flamengo, na Gávea, com Mozer ao lado — Foto: Fred Gomes / ge
Após encerrar a carreira nos gramados, Adílio também fez sucesso como jogador de futsal, atuando como ala-pivô, e foi campeão do Mundial de Futsal pelo Brasil em 1989. Também chegou a trabalhar como treinador em equipes de base do Flamengo e foi tricampeão carioca sub-20 em 2005, 2006 e 2007. O ídolo nunca se desligou do clube do coração e nos últimos anos era o líder do Fla Master, que faz partidas por todo o país.