Flamengo e Palmeiras, dois bicampeões, são também os últimos vencedores da Libertadores. Sem dúvida, são equipes que sabem decidir títulos.
O futebol brasileiro está dominando a América do Sul. Na Libertadores, podemos dizer que os donos são Flamengo e Palmeiras.
Eles têm estilos diferentes, mas com a mesma força: o Flamengo é mais técnico, envolvente, e costuma matar logo o jogo; e o Palmeiras é muito forte na marcação, com contra-ataques rápidos, um time duro na queda.
O Renato é um cara que deixa leve o ambiente com o seu jeito descontraído de ser, de levar a vida. É muito competente.
O Abel Ferreira é mais estrategista do que o Renato. Podemos gostar ou não de como arma a sua equipe, mas consegue chegar às finais mesmo com sua equipe não encantando – mas com muita eficiência e competência.
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Abel Ferreira e Renato Gaúcho: estilos diferentes — Foto: Lucas Figueiredo / CBF
Outra diferença está no meio-campo. O Flamengo é muito criativo no setor, com Everton Ribeiro e Arrascaeta, jogadores que conseguem desequilibrar uma partida com um simples toque, deixando um companheiro na cara do gol. E o Palmeiras é muito bom em marcar forte e tirar o espaço do adversário.
As duas equipes têm dois espetaculares goleiros, em ótima forma. Seus times ganham os jogos, mas ele garantem o risco.
Vários jogadores que decidem jogos estarão em campo no dia 27 de novembro, em Montevidéu.
Nem sempre sabemos qual será o ataque do Verdão, mas o elenco tem vários jogadores decisivos, casos de Dudu, Willian, Luiz Adriano e Rony.
No lado do Mengão, estão os dois jogadores mais decisivos do país, Gabriel e Bruno Henrique. Eles já cansaram de fazer gols importantes pelo time da Gávea, mas o rei das semifinais sem dúvida foi o Bruno Henrique, que fez quatro gols em dois jogos, com as vitórias por 2 a 0 contra o Barcelona do Equador.
Ele é um espetáculo. Tem velocidade, inteligência, deixa o adversário tenso o jogo todo. Acho que qualquer treinador de uma grande seleção convocaria sempre o Bruno Henrique. Menos o Tite.
E nas poucas vezes em que convocou, deu pouco tempo para ele jogar, e normalmente colocou fora de posição.
Já falei várias vezes e vou repetir: a seleção brasileira, além de precisar ser mais intensa e agressiva, precisa criar um fato novo como a presença do Bruno Henrique, que dá várias alternativas de ataque.
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Renato Gaúcho abraça Bruno Henrique na vitória do Flamengo sobre o Barcelona — Foto: Marcelo Cortes/Flamengo
Bom, até a final da Libertadores, o Flamengo vai precisar focar na semifinal da Copa do Brasil e na luta pelo título do Brasileiro.
Já o Palmeiras só tem o Brasileiro pela frente e deve focar muito nisso, porque depois da eliminação o Galo talvez tenha problemas de foco – ser eliminado sempre rende uma grande frustração e exige um trabalho psicológico bem forte para mudar a atenção para outra competição.
Muita coisa vai acontecer até este Flamengo x Palmeiras, a grande decisão da Libertadores da América nos últimos anos.