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STJD diz que cartão que pôs Bruno Henrique na mira da PF foi mal aplicado

Por Metrópoles   Quarta-Feira, 6 de Novembro de 2024

No julgamento do lance que colocou Bruno Henrique na mira da Polícia Federal por uma suposta participação num esquema de apostas esportivas, o Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) entendeu que sequer houve falta no lance que originou o cartão amarelo para o atacante do Flamengo. “Não vi contato no lance que o jogador do Santos dá uma caneta [em Bruno Henrique]. O árbitro já foi dando cartão amarelo. Isso deve ter o irritado. E aí ele foi tomar satisfação com o árbitro e claramente se excedeu”, apontou Diego de Azevedo, relator do caso no STJD.

A suspeita da PF é que Bruno Henrique tenha procurado receber propositalmente o cartão amarelo para beneficiar parentes num esquema de manipulação de apostas esportivas. O lance investigado ocorreu nos acréscimos, aos 50 minutos do segundo tempo.

Na ocasião, o jogador sofreu um drible de Soteldo quando o Flamengo perdia por 2 x 1 para o Santos. O juiz entendeu que houve falta e puniu o atleta com amarelo. Após reclamação acintosa, ele foi expulso. O árbitro anotou na súmula que Bruno Henrique colocou o dedo em riste e o xingou de “seu merda”.

A defesa do atleta, representada pelo advogado Michel Asseff, disse que não poderia assumir a “presunção de veracidade” do juiz, pois a súmula seria “imprestável, já que uma das justificativas de fato não aconteceu”. O advogado completou: “A última vez que foi advertido foi em 2015, esse é o Bruno Henrique”.

Em sua manifestação, a procuradoria chegou a argumentar junto ao STJD: “Assim que Bruno Henrique toma o drible, segura o atacante. Estava 2 x 1 para o Santos e, ao levar um drible próximo à torcida, obviamente ele ‘perdeu a cabeça’. Só confirma de maneira bastante clara que ele cometeu a falta que levou amarelo. Imediatamente vai ao árbitro. Ele vai peitar”, disse o procurador Fabrício Trindade de Sousa.

O jogador foi alvo de busca e apreensão na manhã dessa terça-feira (5/11), no âmbito da operação Spot-Fixing. Ela é realizada pela Coordenação de Repressão à Corrupção, da Polícia Federal (PF), e pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT).

A operação contra Bruno Henrique

De acordo com o MPDFT, o jogador teria tomado os cartões de maneira intencional. Segundo a Polícia Federal (PF) e o MPDFT, o objetivo seria permitir que seus familiares obtivessem lucro em apostas esportivas.

Foram cumpridos 12 mandados de busca e apreensão contra suspeitos. Entre eles, um irmão, uma cunhada e uma prima do atleta. As investigações indicam que, com conhecimento antecipado sobre a postura do jogador, familiares criaram contas em casas de apostas online na véspera do jogo e fizeram apostas focadas especificamente nas punições.

Ainda de acordo com as investigadores, os suspeitos teriam obtido ganhos irregulares com a suposta manipulação. PF e MPDFT afirmaram ter identificado o mesmo padrão de apostas nas contas dos outros seis investigados.

Os mandados foram cumpridos nas residências dos investigados, incluindo a casa de Bruno Henrique, na Barra da Tijuca (RJ), na sede de uma empresa da qual ele é sócio, em Lagoa Santa, e no quarto do jogador no Centro de Treinamento do Flamengo, o Ninho do Urubu.

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