Wallace Yan cai no gosto de Jardim no Fla e ganha profecia de Bap: 'Vai arrebentar'
Por Globo Esporte Sábado, 28 de Março de 2026
A chegada de Leonardo Jardim trouxe ao Flamengo a expecativa de Wallace Yan deslanchar. Pelo menos esta é a ideia do clube, que aposta no jovem como substituto imediato de Pedro neste momento. A não contratação de um centroavante na janela do início de 2026 tem a ver com o plano de dar mais minutos ao atacante de 21 anos.
Jardim já elogiou Wallace Yan publicamente e indicou que pretende dar mais espaço à joia rubro-negra. Internamente, o técnico manteve a posição junto aos dirigentes. O atacante tem perfil que se encaixa no modelo de jogo do português, que quer melhorar a transição ofensiva do Flamengo. A velocidade do jovem é uma das armas para isso.
O comandante comparou o estilo de Wallace Yan ao de Bruno Henrique e considera ter poucos jogadores no elenco com as mesmas características do jovem. Jardim já conversou diretamente com o atacante sobre os planos para ele, e a Data Fifa pode ajudar a colocá-los em prática. Por enquanto, Wallace atuou apenas em dois jogos com o técnico, entrando nos minutos finais. A demora para usá-lo teve a ver com o pouco tempo de jogo que ele tinha até o momento em 2026 e a falta de ritmo
O Flamengo tem observado um amadurecimento em Wallace Yan para aproveitar a oportunidade. Ele tem feito um trabalho de fortalecimento mental e tem se mostrado mais focado no dia a dia.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_bc8228b6673f488aa253bbcb03c80ec5/internal_photos/bs/2026/4/a/lZLKxzT2GHyaO2MU9mXQ/55134716249-92274384c9-k.jpg)
Leonardo Jardim e Wallace Yan em treino do Flamengo — Foto: Gilvan de Souza / Flamengo
Não é só o treinador que aposta em Wallace Yan. Bap é o grande responsável pela permanência do jogador no Flamengo. Em janeiro, o departamento de futebol chegou a acertar a venda do jovem para o Red Bull Bragantino, mas o presidente travou o negócio por não aprovar os termos no pagamento e por acreditar que o atacante poderá evoluir no clube.
— Acho que esse ano o Wallace Yan vai arrebentar, joga em qualquer posição da frente, é rápido, tem fôlego. Se você traz esses jogadores que a torcida quer, por imediatismo, você entope um canal de evolução dos atletas da base. Cada garoto amadurece com uma idade. O Flamengo não tem a necessidade que já teve de vender para fazer dinheiro. Talvez daremos mais tempo para os garotos estourarem aqui — disse Bap em entrevista ao "Mengocast", o podcast da Flamengo TV.
Por achar que Wallace Yan vai ser relevante em 2026, o clube também não se desesperou na busca por um centroavante, que é a principal pendência que ficou da primeira janela. O Flamengo até mirou nomes como Kaio Jorge e Richarlison, mas tirou o pé depois de investir alto (R$ 260 milhões) na contratação de Lucas Paquetá.
— Nenhum clube no Brasil ou na América do Sul fez as contratações, em quantidade e em qualidade, que nós fizemos nos últimos nove meses. A gente fez um esforço para trazer jogadores mais jovens, com baixíssimo histórico de contusão e que agregassem ao elenco. O Flamengo não contrata um jogador, contrata o jogador. Quando você tem um alvo definido, o produto fica mais caro, porque o mercado começa a entender que você opera dessa forma. A gente tem estudado para errar pouco no perfil que a gente traz porque aprendemos com os erros. Muitas vezes esse jogador não está disponível no mercado na hora que você quer — explicou Bap.
— A gente não vai ao shopping comprar uma camisa e volta com uma calça que estava em promoção. Tentamos trazer aquele jogador que vai compor perfeitamente o elenco. Para cada posição precisamos de dois atletas, sem contar problemas que possam acontecer. Temos que trazer jogadores que joguem para ganhar tudo nos 90 minutos. A gente sempre planeja o que vem pela frente. Não é que fizemos uma janela medíocre. Tem que ter dinheiro e saber exatamente o que quer. Quantos grandes centroavantes existem no mundo disponível para a gente contratar? O centroavante que queremos é de 32 para 40 milhões de euros, isso para ser reserva do Pedro. É gestão de elenco. A gente não contrata mais uma peça isolada — concluiu o presidente.